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Thursday, 18 November 2010

Explicações

Estive sumido fazendo trabalhos da faculdade...
Mas espero estar de volta...

O Cobrador

Capitulo 3º - Novo contrato, nova cobrança... (1ª parte)

Eu estou semi acordado, quando um balde de água me atinge. Não faz o mesmo efeito que faria a alguns anos atrás, mas incomoda por causa do que esta no meu peito. A estaca de madeira atravessada no coração, como eu aprendi faz uns anos, não nos mata, apenas nos paralisa, a morte é conseqüência do os inimigos fazem depois da paralisia.

Tem uns oito a minha volta, em uma sala de quatro por três, com uma porta na minha frente, e possivelmente outra atrás, por onde eu desci. Ainda estou me sentindo alerta apesar desta porra atravessada em mim, então não deve estar próximo ao amanhecer. Mas os guardas não estão tão acordados assim, o que significa que não são iguais a mim. Vantagem minha.

A porta a minha frente se abre e dela sai meu possível captor, um cara de terno cabelo alinhado como o de um gentleman, sapatos engraxados que não se sujam, não importa a lama onde pisam. Ele me olha e com um sorriso de satisfação atravessa uma faca no meu estomago. Que merda de dor (com a estaca no peito ficamos mais humanos). No cabo da faca tem um bilhete. Ele sorri novamente e retira a estaca do meu peito. Vira-se e vai embora.

Não entendi o que aconteceu, mas pra mim pouco importa. Com um movimento rápido, balanço a corrente onde estou pendurado e alcanço o guarda mais próximo. Antes de ele gritar, já esta com o pescoço quebrado. Estes dez anos me renderam muitos conhecimentos, inclusive artes marciais, afinal eu odeio armas de fogo.

Wednesday, 17 November 2010

Capítulo 24

POV Aya


"Mas, com uma condição."
"Qual?"
Eu o beijei. 
"Ah."
Eu só queria continuar na nossa redoma. Mas meus pensamentos fugiam, como seria daqui a alguns meses. Será que ainda seria a mesma coisa.
Será que eu devia ficar aqui, assim ele sempre se lembraria de mim? Mas ele poderia esquecer. 
Ah! E esse pensamentos que não saiam da minha cabeça!
"Chegamos!" Ela tinha gritado mais alto que o necessário, o que me fez lembrar que eles poderiam ter nos ouvido.
Ele começou a rir. 
"O que foi?"
"Acho que não sabemos ser silenciosos." Ele disse entre risos.
Eu corei e me afundei meu rosto no seu peito numa tentativa de me esconder.


POV Oliver


Óbvio que eu já tinha observado ela de milhares de ângulos diferentes. Mas agora, não sei porque, ela parecia mais bonita.
Não sei se era a luz, ou as bochechas rosadas, ou o cabelo desgrenhado, ou o sorriso que não sumia do seu rosto.
Acho que ela não percebeu que eu estava meio hipnotizado, ela estava em transe de novo, brincando com o dedo em volta do meu peito.
"Oli..."
"Hum?"
"Eu sei que parece uma pergunta estranha, mas..."
"Hum, pergunta estranha... Não sei por que isso nunca soa bem, mas diga."
"Se eu ficasse aqui, o que você faria? Quer dizer, como as coisas ficariam?"
Aquela pergunta, fez eu me assustar. Ela estava pensando em não ir? Como as coisas ficariam? 
"Porquê você está me perguntando isso Ay? Você não quer ir?"
"Não! Eu quero, mas, eu fico pensando no que você faria se eu não fosse."
Deu um suspiro de alívio. "Não me assuste assim. E eu não sei, acho que eu teria problemas com a minha família e a banda."
Ela se sentou na cama com uma cara assustada. "Porquê?"
Eu ri. "Eu não conseguiria me concentrar em nada. Iria preferir ficar aqui, do que não conseguir fazer nada e ainda estar longe de você."
Ela cobriu até o seu nariz com o lençol e fez uma cara de choro. "Eu não ia deixar você ficar aqui e estragar o resto da sua vida."
"Estragar o resto da minha vida? Afinal, o que estragaria minha vida de verdade?"
Ela se jogou em cima de mim tão rápido, que só consegui responder ao seu beijo.


POV Aya


Eu sei que parecia idiota, e aquilo que ele tinha acabado de dizer era muito irresponsável ,mas ainda assim, acho que foi a coisa mais bonita que alguém já me disse.
Continuei deitada em cima dele e pousei minha cabeça no seu pescoço.
"Obrigada Carol." Eu disse com um sorriso idiota no rosto.
"Hum? O que tem a minha mãe?" 
"Me lembre de agradecê-la quando a vir."
"Pelo quê?"
Apoiei meus cotovelos na cama e levantei minha cabeça. "É por causa dela que você existe."
"Ah, claro, agradecer a ela, por pôr mais uma desgraça na Terra."
Eu dei um peteleco na testa dele. 
"Ai!" E aquele sorriso de novo.
Acho que ele era só o meu idiota.


POV Ashley


"Acho que eles pararam."
"Pelo menos não escutamos nada muito alto, então acho que sim."
Eu corei. 
O Tom olhou pra mim com uma cara de riso. "O quê foi?"
"Han... É que, eu acho que, eu também não sou o que se chama de..."
"De...?"
"Silenciosa." Eu disse tossindo.
"De o quê?"
"Silenciosa!" Eu disse tossindo de novo.
"De o quê?"
"Silenciosa, tá?" Eu devia estar mesmo muito vermelha, por que ele não parava de rir nem pra respirar.


POV Tom


Eu não conseguia parar de rir um segundo, ela estava tão vermelha que eu não conseguia.
"Tá bom, já entendi, chega Tom!"
"Desculpa." Eu disse parando de rir.
Então estávamos como sempre sentados no sofá assistindo tv. Eu não aguentei tinha que perturbá-la.
"Então, não sabe ser silenciosa..."
Ela corou de novo. "Pensei que já tinha acabado." Ela disse corando ainda mais.
Eu pulei em cima dela apertando suas bochechas. "Ah, Ash você sabe que estou brincando com você."
"Que bom."
"Minha barulhenta favorita." E comecei a rir de novo.
Ela fez uma cara tão furiosa, que jurei que ela podia me matar só de olhar pra mim.
Ela me jogou no chão e caiu em cima de mim.
Meu riso parou instintivamente com a proximidade de nossos rostos.
"Han..." Eu me sentei no chão encostando no sofá. "Desculpa Ash, não queria que ficasse com tanta raiva."
"Tá, tudo bem..." 
Nós dois estávamos sem reação pelo que tinha acabado de acontecer, suas bochechas continuavam meio rosadas.
Ela riu baixo e apontou pra mim. "Sua bochecha tá rosada."
Eu podia jurar que senti minhas bochechas queimarem quando ela disse isso. 
Só consegui abaixar um pouco meu rosto tentando me esconder.
A Ash ficou olhando pra mim por uns segundos e depois se mexeu tão rápido, que só me vi caído no chão de novo.
Com seus lábios pressionados contra o meu e seu corpo em cima de mim.

Capítulo 23

POV Oli


Ela finalmente parou de chorar e parecia estar tudo bem. Eu estava sentado na cama e ela deitada no meu colo enquanto viámos tv.
Foi a solução que achamos com tanto barulho pelos outros cômodos da casa. Não queria nem imaginar como seria se realmente tivessem crianças pela casa.
"Aya."
Ela virou sua cabeça pra olhar pra mim. "Hum?"
"Eu tenho uma dúvida."
"Qual?"
"Será que eles vão nos escutar?"
"Nos escutar?"
Eu me inclinei e a beijei.
"Ah, não sei." Ela sentou na cama e chegou mais perto de mim.
"Então, vamos descobrir."


POV Ashley


"Tá, tá chega Tom. Eu estou cansada."
"Ok."
Nós dois sentamos ofegantes no sofá.
"Quer ver tv?"
"Não."
"O que tem pra comer?"
"Vai ver."
Quando consegui me recuperar fui pra cozinha ver o que ele estava fazendo.
"Hey! Pode me dar uma mordida também." Disse enquanto roubava o sanduíche da mão dele.
"Ei! Esse sanduíche era meu!"
"Era seu."
Começamos a brigar pelo sanduíche e paramos subitamente.
"Tá escutando isso?"
"Esperava que fosse só eu."
"Isso, é?"
Eu corri pra ligar o som, botei no volume máximo.
"Porquê você colocou isso tão alto?" Ele disse gritando.
"Eu não quero escutar eles." Agora nós dois estavámos gritando.
"Quer sair?"
"Não queria, mas agora eu quero."
"Então vamos." Ele sorriu.


POV Tom


"Como vai ser quando a gente estiver lá?"
"O que você quer saber exatamente?"
"Como é estar em turnê, e ver os fãs e tudo mais. E as zuações."
"Ei, ei, calma. E você viu uma parte quando vocês ficaram no backstage."
Ela abaixou a cabeça. "Ah, não lembro direito."
"Ah, é. Desculpa."
"Não tudo bem, só não gosto de lembrar."
Sei, será que a Ash ainda gostava da Ay? "Ash, às vezes você fica desconfortável quando falo de algumas coisas que você passou com a Ay."
"Claro, imagina alguém que foi e ainda é importante na sua vida e você ter que se lembrar de coisas, que lembram outras que te fizeram mal."
"Ah, entendi. Então você não gosta mais dela mesmo?"
Ela riu. "Porquê você está me perguntando isso? Gostar eu gosto, e muito, mas não como antes. Sei que ela ainda precisa de mim, afinal sempre fomos melhores amigas antes de qualquer coisa."
"Entendo. Só pra saber, porque realmente seria um problema."
"Realmente seria."
"Quer sorvete?"
"Só se for aquelas bolas um em cima da outra acima da minha cabeça."
Eu ri. "Ok, senhorita eu-como-tudo."


POV Aya


Estava realmente distraída olhando o contraste das suas tatuagens na luz do pôr-do-sol. Enquanto cortornava com o meu dedo a rosa no meio do seu peito.
"Ay."
"Han?" Ele tinha me acordado da transe.
"Eu realmente não queria pensar nisso agora, nem te fazer pensar nisso. Mas, como as coisas vão ser agora?"
Aquilo me intrigou. "Como assim?"
"Sabe, eu tenho meu trabalho, e não posso ficar sempre no mesmo lugar."
Eu tinha me esquecido completamente disso. "Ah, eu não."
Droga, comecei a me lembrar em como era ficar sem ele, de novo. Meus olhos começarem a ancher d'água.
"Ay, quer vir em turnê comigo?"
"Han?"
"A gente pode levar a Ashley, quando ela não puder mais acompanhar nós paramos um pouco."
"O quê, mas..."
Ele me abraçou. "Não posso te deixar de novo."
Mas, porque ele nunca falou assim antes.
O abracei também. "Também não aguentaria ficar longe de você tanto tempo de novo."
Ele me abraçou mais forte. 
"Mas, tem uma condição."
Ele se afastou e olhou pra mim confuso. "Qual?"

Tuesday, 9 November 2010

Capítulo 22

POV Aya


"Aqui é onde você vai dormir." Pude ouvir a Ash falando do outro cômodo, devia estar falando meio alto de propósito pra eu poder ouvir.
Ela insistia que eles deviam estar tendo alguma conversa séria. Eu sabia que era verdade, mas do que importava? Afinal, ele veio até aqui por mim.
"Então alguma dúvida?"
"Ah, não, eu."
"Ah! Se você tiver alguma dúvida pergunta pra Ay, se precisarem de mim estarei lá em baixo vendo tv com o Tom."
Eu continuei encostada na soleira da porta. "Eu tenho uma dúvida."
"O quê?"
"Como você chegou aqui? Quer dizer, você não estava ocupado?"
Ele virou a cabeça pro lado tentando disfarçar. "Bem, eu..."
"Você não fez nenhuma besteira fez?" 
Ele abaixou a cabeça e a coçou. "Não sei."
"Como assim você não sabe? O que você fez?"
"Eu, larguei um show."
"Largou um show?"
"Eu estava cantando e não parava de pensar em você. Até que eu tive que cantar uma que não aguentei."
"Qual?"
"Fuck."
Eu arqueei as sobrancelhas. "Qual parte?"
Ele riu. "A do final."
Eu torci o canto do boca. "Ah. Mas você simplesmente estava cantando e saiu?"
"É." Ele coçou a cabeça de novo.
"Oli! Você sabe o que isso pode causar? Você pode perder fãs, os seus colegas de banda, e o empresário!"
"Ai, eu sei. Parece até que eu fiz algo errado."
Eu suspirei. "Eu entendo seus motivos, mas mesmo assim foi imprudente. Eu só me preocupo."
"Eu..."


POV Oli


"Alô?"
"Mas que porra, onde você está Oli?" O Matt realmente parecia irritado.
"Han, não acho que você vá gostar da resposta."
"Diz logo onde você está!"
"No Brasil."
"Quê? Mas que porra você está fazendo aí? Espera, nós estivemos aí há meses atrás. Espera! Foi desde quando você ficou estranho, aconteceu alguma coisa quando a gente esteve no Brasil?"
"Não que você vá acreditar. Mas, eu conheci uma garota."
"Quê? Isso tudo por causa de uma garota?" Ele deu ênfase no uma.
"Não acredita, né?"
"Eu acredito, é só que, não estou te reconhecendo."
Eu sorri. "Eu sei, nem eu me reconheço."
"Então, alguma garota realmente conseguiu domar você?"
"Não, eu sou Oliver Sykes."
Ele riu. "Não é o que parece. Nem quando você estava chapado, você nunca abandonou um show."
"Eu sei. Mas eu tinha de vir. E Matt, se importa se nós conversarmos sobre isso quando eu voltar?"
"Tudo bem, só volta logo. Sua mãe quer te matar, tem sorte de eu ter fugido pra te ligar. Se quer uma dica, desligue o celular."
"Não, que eu não soubesse disso. Eu lido com a fúria do leão quando voltar. Tchau Matt." E desliguei o telefone.
Ela continuava me olhando preocupada. "Aconteceu alguma coisa?"
"Só estão meio irados pelo vocalista ter desaparecido. Não que fotos da gente já não tenham ido pra internet. Mas acho que não procuraram saber disso."
"E o resto das pessoas?"
"Bem, era o Matt, ele tentou me entender. Minha mãe está posessa e acho que terei problemas quando voltar."
Ela abaixou a cabeça meio triste. Devia estar se culpando, se eu a conhecia. "Hey, isso não é culpa sua."
"Não, não é. É sua por ser tão imprudente."
"Ok, então acho que devo voltar pra casa."
Ela processou as minhas palavras por uns segundos e me abraçou.


POV Aya


Quando ele disse voltar pra casa. Eu senti alguém tirando uma parte de mim.
Só consegui pensar em como me senti nesse tempo todo, em como eu senti falta de tudo. Me lembrei como era viver sem ele.
Me desesperei. Só consegui abraçá-lo forte, como se o soltasse ele poderia nunca mais voltar, minhas lágrimas continuavam correndo sem parar dos meus olhos.
"Aya, eu não vou embora, eu estou aqui. Só disse isso pra você parar com esse sermão."
Eu o apertei mais se é que minha força ainda permitia isso. "Ai, ei! Você está me machucando."
Ele levantou minha cabeça e beijou minha testa. "Não vou mais te deixar." E deitou minha cabeça no peito dele.


POV Tom


"Tom?"
"Hum?"
"Você acha que isso vai dar certo?"
"O que vai dar certo?"
"Eles."
Eu olhei pra ela. "Não sei. Mas, eu nunca vi o Oli desse jeito antes."
"Isso é bom?"
Eu ri. "É sim."
"E como isso vai ficar?" Apenas olhei pra ela e esperei ela terminar. "Vocês moram em outro país."
Eu suspirei e deitei minha cabeça no encosto do sofá. "Eu sei. Acho que se o amor for o bastante, eles aguentam."
Ela abaixou a cabeça. "É... Mas eu não quero ver a Ay triste. Ela tentava não demonstrar nada, mas só eu enxergava como ela estava triste esse tempo todo."
"Hum... Ash, você vai ter que me prometer segredo."
O rosto dela se iluminou. "O quê?"
"É sério Ash, isso não pode sair daqui."
"Tá, tá, fala."
"Eu sugeri ao Oli que levasse vocês enquanto você pudesse ficar em turnê e depois quando você tivesse que parar, você e a Aya parassem em algum lugar."
Ok, aquela expressão dela, realmente estava me assustando. "Tom!" Ele se jogou em cima de mim e me abraçou.
"Obrigada, de novo. Você sempre salva o dia, né?"
Eu ri. "Acho que devia botar meu uniforme de super-héroi."
Ela se levantou rápido e correu pra cozinha. "Mas você já está vestido."
"Han?" Quando eu me levantei pra ver o que ela ia fazer. Eu vi tudo branco. 
"Mwahahahahaha." Sinta minha risada maléfica.

"Só porquê você está um pouquinho sujo de farinha?"
"Cadê o meu abraço?"
"Oh, não sai de perto de mim!"
"Ah, só um abraço Ash."
"Sai daqui." Ela disse correndo.
"Não vai fugir tão fácil!" E corri atrás dela.
É parecia que tudo ficaria bem. 

Thursday, 4 November 2010

Capítulo 21

POV Oli


Eu não queria parar de beijá-la mas acho que não podia ficar assim pra sempre.
"Como você veio pra cá?"
"Hum, de jatinho, peguei emprestado dos Architects."
"Sam?"
"É, como você sabe?" 
Ela riu. "Esqueceu que eu sou uma das suas fãs malucas?" Ela disse balançando os braços.
Eu gargalhei. "Então acho que estava errado e devia terminar com você."
Ela mudou sua expressão e pareceu surpresa. "Terminar comigo?"
Merda. Não consegui pensar em outra coisa, a abracei e nos joguei na areia.


POV Aya


Depois de brincarmos por 10 minutos de rolar na areia, finalmente paramos. Ficamos deitados na areia olhando pro céu.
"Sabe, eu nunca achei que algo assim fosse acontecer comigo. Parece quele tipo de coisa que só acontecem em filmes e histórias."
Ele riu baixo. "Eu também."
Eu rolei pra cima dele. "Não pensou que o quê fosse acontecer com você?"
"Você."
"Eu?"
"Ah, cala a boca Aya." Ele me jogou pro lado e rolou pra cima de mim.
Quando paramos de nos beijar, não pude não notar as pessoas nos olhando estranho.
"O quê tem com essa gente?"
Ele só olhou pros lados.
"O que tem de errado? Será que nunca viram um casal antes?"
"Não, nunca me viram com você."
"Han? Como assim? Do que você está falando?"
"Vamos!"
Ele me puxou pelo braço antes que eu pudesse pensar.
"Mas o quê..." Só agora que notei os paparazzi de longe. 
Ele parou o próximo táxi e entrou nele o mais rápido possível.
Acho que realmente devia ser chato ser observado o tempo todo.
"O quê foi?" Ele me percebeu distante.
"É sempre assim?"
"Mais ou menos."
"Deve ser perturbador ser observado o tempo todo."
Ele riu baixo. "Bem-vinda ao meu mundo."
"Pra onde a gente vai?"
Ele ficou em silêncio. 
"Pra onde?"
"Estou pensando!"
Eu ri alto. "Você vem até aqui e não pensa em nada."
"Não, eu só queria chegar aqui." E virou o rosto para o outro lado, até parecia ter ficado envergonhado. Eu ri comigo mesma.
"O quê foi?"
"Nada. Já que você não sabe pra onde vai porquê não fica lá em casa por enquanto?"
Ele arregalou os olhos. "E a sua mãe?"
"Eu estou morando com a Ashley."
"Porquê?"
"Eu tenho que ajudar ela e cuidar dela."
"Ah."
"E então?"
"Ok."


POV Tom


Eu escutei a porta abrindo. 
"E aí Aya como foi?"
"Tom?" Eu me virei.
"Oliver? O que você está fazendo aqui?"
"O que você está fazendo aqui?" Ele deu ênfase no você.
"Ei, vocês dois." A Aya apareceu logo atrás dele. "Eu o chamei pra ficar aqui por enquanto, já que o Sr. esperto não pensou em nada quando veio pra cá."
"Hum, ok. Quer voltar comigo?"
"Hum?" Ele pareceu surpreso e confuso.
"Você sabe, quando eu voltar pra casa."
A Aya olhou a expressão dele e subiu as escadas atrás da Ashley.
"Então?"
"Eu não sei." Apenas esperei alguma resposta. "Não sei o que eu faço agora, ela precisa ficar aqui e eu tenho meu trabalho. E eu não aguentaria esperar meses pra vê-la de novo."
Eu não tinha uma resposta pra aquilo.
"Eu acho que a amo, Tom. Eu não vou aguentar isso."
"Leve elas."
"Han?"
"Leva elas com você."
"Como assim? Do que você está falando?"
"A Ash precisa da Aya, mesmo que ela consiga se virar, ela vai precisar dela. Então leva elas com você. Quando a Ash estiver perto de ter o bebê. Vocês podiam parar um pouco, ou só elas."
Ele estava atônito. "Isso pode dar errado, mas eu também não vejo outra saída. Acho que por enquanto isso pode funcionar."
"Hey! Isso vai funcionar."
"Oli! Vem aqui ver seu quarto!" Era Ashley, devia estar tentando proteger a Aya como sempre. Devia saber que tipo de conversa estavámos tendo.
"Estou indo!" Ele olhou pra mim e sorriu. "Obrigado Tom."
"Está me devendo muito depois dessa."
"Eu sei." Ele subiu as escadas correndo.
Eu ainda estava com um mau pressentimento. Eu sei que isso é meio de garota. Mas era meu irmão e minha melhor amiga, não queria que as coisas dessem errado.
Por isso, eu tinha que observar tudo de perto.
"É, parece que vou em mais uma turnê."
E me joguei no sofá assistindo tv de novo.

Monday, 18 October 2010

O Cobrador

Capitulo 2º - Uma Longa, longa noite.... (parte 2º)

Fiquei muito chateado, depois de matar uma casa de capangas, eu descobri que o puto não estava lá. Fiquei uns seis meses procurando pra descobrir que o desgraçado não estava nem na cidade quando pediu a porra do favor...

Decidi fazer algo que nunca precisei: liguei pro recebedor sem ter nada pra entregar a ele.

Quando eu me encontrei com ele na praça, ele pela primeira vez disse alguma coisa pra mim, e a nossa apresentação foi mais ou menos assim: Mas que porra de idéia foi esta de me ligar sem ter nenhum trabalho?

Eu disse o que aconteceu, ele me disse de onde havia saído o pedido do favor. Então era de lá que eu tinha que começar. Ele acha que eu estou totalmente morto, isso e uma vantagem. Tenho que acabar com isso rápido. Perdi $ 700.000 em uma noite e o recebedor me disse que ate eu resolver o problema, não tenho trabalho...

Aquele filho da puta ta me custando muito caro, e isso não pode continuar assim...

Vou ate o local indicado, tem uma casa safada. Não acredito que o desgraçado more nesta espelunca. Vai acontecer igual da outra vez: vou entrar matar uma porrada de gente pra descobrir que o safado não esta aqui. Mas pelo menos se eu matar alguém, eu não fico na desvantagem. Dou a volta na casa para ver a movimentação. Não tem movimentação nenhuma. Estranho. Na parte de trás da casa tem um porão. Eu sei que e muito filme de terror, mas eu vou entrar assim mesmo. A descida esta escura, mas minhas habilidades me permitem encontrar o caminho sem tropeçar.

No final da escada...... De repente as luzes acendem de maneira brusca e ... PUTA QU...........

Alguma coisa me atravessa o peito... Madeira é covardia...

Wednesday, 13 October 2010

Capítulo final [?]

Bem, esse era pra ser o capítulo final da fanfic.
Mas são vocês que decidem isso.
Então comentem por favor. ^^

Capítulo 20

POV Oli


"Alô?"
"Sam, é o Oliver."
"Oi Oli, me ligando no meio da turnê. Tá precisando de alguma coisa?"
"Na verdade sim. Tem alguma coisa que voe que seja rápida e com combustível de sobra?"
"Tem o jatinho da banda... Eu deveria perguntar pra quê?"
"Não. No mesmo lugar?"
"Sim, estou ligando pro piloto, é só você chegar lá."
"Obrigado Sam."
"De nada, você sabe que sempre que precisar é só me dar um toque. Tchau."
"Tchau."
Agora era só chegar lá.


POV Tom


"Oi Aya, onde você estão?"
"Ainda em casa, a madame está demorando, sabe como é."
Eu ri. "Sim, quer que eu vá aí?"
"Não, não, obrigada. Vai ser bom pra gente pegar um ar."
"Ok, vejo vocês lá."
"Até."
E a demora de sempre. Até eu estava nervoso. Acho que elas queriam adiar esse momento o máximo que podiam.
Mas quem era eu pra julgá-las, acho que faria a mesma coisa. 
"Wow!" Eu desviei o carro. Acho que eu devia tentar relaxar e prestar atenção na pista.


POV Ashley


"Vamos Ashley! Você já está aí há séculos!"
Argh. Que coisa.
"Já estou indo." Eu queria demorar o máximo possível.
Não queria que esse momento chegasse.
"Até que enfim."
"A gente vai pegar algum carro?"
"Não, vamos a pé." Ela sorriu. Ela também não queria que esse momento chegasse tanto quanto eu.


"Não é bem melhor ir respirando?" Ela sorriu.
"É." Eu sorri.
Me perguntava se tudo ia ficar bem. Eu queria que tudo isso passasse o mais rápido possível. Mas não queria que esse momento chegasse. Ah! Agora estou me contradizendo.
"Ash."
"Han? Oi."
"Você está preocupada demais. Tenta relaxar."
"Ok, ok, estou relaxada." Eu respirei fundo.
Ela tinha razão. Não ia adiantar nada, eu ficar pensando e me preocupando desse jeito, só ia atrair mais energia negativa.
Respira Ash, vai ficar tudo bem.
Eu suspirei.
Ela riu baixo. "Parece até que você sabe que vai dar alguma coisa errada."
"Vira essa boca pra lá, Ay!"
Ela gargalhou. "Já disse pra relaxar, vai dar tudo certo."
"Desse jeito parece até que você está achando isso engraçado."
"Calma Ash. Eu só estou tentando descontrair. Não quero chegar lá tensa. Eu já disse que vai ficar tudo bem."
Ela segurou minha mão e beijou minha testa. 
Ah, desse jeito ficava mais fácil de acreditar no que ela dizia.


POV Oliver


Quase não cheguei no Brasil vivo de tanto que eu gritei no ouvido do piloto. Mas também nunca vi um jatinho chegar tão rápido assim num lugar.
Agora eu tinha que correr mais. 
Ah, ótimo! Muito esperto Oliver onde é a droga dessa clínica. AAAAAAAAAH!


POV Tom


"Até que enfim vocês chegaram."
"Ah, a garotinha aqui entrou em pânico."
"Claro, não sei como você consegue ficar tão relaxada." A Aya riu.
"Vocês se atrasaram agora vamos ter que esperar mais ainda."
"Viu Srt. Estou com medinho."
"Ah, pára de brigar comigo!"
Eu segurei o riso. "Parem você duas! Ficar assim não vai adiantar nada. Agora a gente espera."
"Mas..."
"Sem mas, você senta aqui, e você aqui." Apontei lugares do meu lado pras duas.
Se eu não as tratasse como crianças não parariam nunca. Nunca as tinha visto desse jeito. Acho que isso era bom.


Eu estava quase dormindo. 
"Mas que saco! A nossa hora não chega nunca?!" A Ash estava gritando com a recepcionista. Legal.
Botei a mão no ombro dela. "Ash, calma. Vai chegar a sua vez."
Ela foi sentar bufando. Eu já não aguentava mais ela agindo como criança, queria que isso acabasse logo.


POV Oli


Caralho, caralho, caralho, corre, corre, corre. Já foi difícil achar o endereço e o porra táxi não chegava nunca.
"Aqui!" Finalmente eu tinha conseguido achar aquele maldito lugar! "Toma!" Eu joguei algumas notas pela janela, não sabia quanto tinha jogado e nem queria saber, eu só tinha que entrar lá e rápido!
Eu a avistei em pé de costas. Acho que eu nunca tinha corrido tão rápido antes.
"Aya!" Eu segurei seu braço.
"Oliver?!" É, não só ela, mas todo mundo parecia surpreso em me ver, eu tinha conseguido chamar a atenção de todo mundo... 
"Não!..." Sua barriga, estava de tamanho normal, eu já tinha chegado tarde demais?
"O quê foi?"
"Você abortou?"
"O quê?!" Ela olhou pra sua barriga. "Ah! Não, não. Eu nunca estive grávida. Foi um erro de teste." 
Acho que eu nunca tinha sentido tanto ódio na minha vida... Mas então o que ela estava fazendo ali?!
"Então, o que você está fazendo aqui?"
"Ah, muita coisa aconteceu. Eu e a Ash terminamos. Ela começou a sair com um idiota, acabou engravidando, e aqui estamos." Então, isso tudo era por causa da Ashley.
De certa forma me senti aliviado, e ao mesmo tempo meio triste, quer dizer, eu pensei que iria ter um filho.
"Você veio até aqui, por que pensou que eu ia abortar?"
"É."
"Então isso quer dizer que..."
Eu não a deixei dizer uma palavra, só queria sair correndo com ela dali. E foi o que eu fiz.


POV Ashley


"Tom! Ay! Eu! Cadê a Ay?"
"Saiu com o Oliver, quer dizer, ele arrastou ela."
"Oliver?!"
"Não olhe pra mim, ele simplesmente apareceu. Mas por que você não está lá dentro?"
"Ah, eu não quero abortar. Eu vou ter o filho."
"Que bom! Finalmente um pouco de juízo."
"Hey! Quem vai ter de me aturar são vocês mesmos." Ele me empurrou.
Eu ri.


POV Aya


Ele não parava de correr e não soltava minha mão. Mas pra onde ele está me levando?
Eu queria dizer alguma coisa, mas não conseguia. Já foi susto o bastante o ver hoje.
Ele finalmente parou quando chegamos à praia.
"Sim, isso quer dizer que eu estava mentindo. Mas isso é algo que você deveria saber, eu sempre minto."
Eu ri. "Eu sei disso, sabia que estava. Mas enquanto você não admitisse isso, eu sabia que ainda não estaria pronto."
Ele sorriu, eu realmente senti falta desse sorriso. E ele parecia mais radiante do que nunca. 
"Mas foi só por isso que você veio?"
"Não."
"Por que mais?"
"Medusa." Nós dois sorrimos.
"Oliver. Tem algo que eu venho guardando há muito tempo. E acho que essa é a hora de você saber o que é." Ele me olhou curioso. "Eu te amo."
Ele sorriu e encostou sua testa na minha. "Ah!" Ele se afastou. "Eu também vim por mais um motivo..."
Eu o fitei curiosa. "Qual?"
"Você é tudo." 
Aquele foi o momento em que eu mergulhei o mais profundo possível, no que chamam de felicidade. Só queria ficar submersa pra sempre.
A única coisa que consegui fazer foi deixar seus braços envolverem meu corpo, enquanto eu abraçava seu pescoço, e me deixar levar no aroma adocicado que vinha da sua boca.
Eu só sabia de duas coisas. Ele era um idiota, eu por gostar dele. E esse era o nosso final feliz, ou seja lá como se chama isso.

O Cobrador

Capitulo 2º - Uma longa, longa noite...

A noite de ontem foi muito boa para a minha conta bancaria. A minha porcentagem da cobrança me permitiria comprar um carro. Mas eu não sou de me mostrar exuberante. Guardei o dinheiro no banco como tenho feito desde que consegui comprar o meu apartamento no centro e meu carro que me faz sumir da cena do crime mesmo antes de alguém ter conhecimento do que aconteceu.

Não gosto de usar armas, fazem muito barulho e muita bagunça. Eu sou do tipo mais discreto, do tipo que gosta de só sujar o necessário, e odeio quando atiram em mim, porque eu adoro as minhas roupas. Tive alias depois de ontem que comprar um conjunto novo de terno listrado.

Meu telefone tocou e uma voz que eu nunca ouvi na vida, me diz que eu tenho que pagar pelos meus últimos dez anos...

Eu respondo com uma risada e desligo...

Uma granada entra pela minha janela. Mas isso pra mim e simples eu jogo ela pra fora... Mas as duas irmãs, e prima e as quatro amigas que entram logo depois, não são tão fáceis de expulsar. Só tenho tempo de pegar meu terno e pular pela janela que foi quebrada pela primeira criança.

Vejo um carro saindo em disparada e dobrando a esquina. Meu primeiro pensamento foi chegar ate o meu carro. Mas ele previu que eu faria isto e o CORNO EXPLODIU O MEU CARRO. Mas que filho da puta. Agora ele me deixou nervoso. Procuro meus equipamentos: minha carteira, meu terno, meus cartões e celular. Ele vai lembrar o dia que ele morrera pelo resto da vida infeliz que ele vai levar no inferno.

Com duas ligações eu estou de novo em ação. Uma pro carro novo, outra pra um esconderijo novo. Trabalhar pras pessoas que eu trabalho tem as suas vantagens.

Na oficina onde eu paguei o carro, eu passei a mão em um bloco e em uma caneta de um cliente, só podia ser de um cliente, afinal o pessoal da oficina não tinha cacife pra comprar uma daquelas. Fiz umas notas com nomes de pessoas que eu havia cobrado e não havia matado depois. Na verdade alista tinha só dois nomes, porque quem pagava, eu não precisava cobrar, e quem não pagava, eu precisava matar para receber.

Só dois caras que ficaram vivos. Um deles eu só consegui aleijar antes do amontoado de capanga pular em cima de mim, e me obrigar a sujar minha roupa. Mas este não poderia ser porque ele não tinha voltado pra cidade e não tinha tanto poder para fazer isso de fora dela. Mas o outro com certeza poderia fazê-lo mesmo se estivesse do outro lado do mundo. Um ancião pediu ajuda ao chefe dos meus chefes. E depois cometeu o maior erro da sua não vida: ele tentou sair da cidade sem pagar pelo serviço. Naquela noite quando eu recebi a ligação, eu saberia que a coisa iria ser difícil. Sai de casa de uma maneira que eu odeio: calça jeans e camisa preta, tênis e boné. O boné foi mais pros meus vizinhos não reconhecerem, eu iria odiar isso...

Saturday, 9 October 2010

Olá leitores e leitoras...
Não sei o que acharam do primeiro capitulo de O Cobrador, afinal ninguém comentou...
Gostaria de saber as opiniões, e idéias, pois a história continua com as opiniões de vcs...

Obrigado e até, até...

Friday, 8 October 2010

Novo membro

Ok, eu sei que posso não ter muitos leitores, mas agradeço à vocês.
Hoje tem um novo membro no blog, Douglas.
Não vamos escrever juntos, são histórias distintas, apenas por praticidade estamos usando o mesmo blog.
Então, por favor leiam a história dele também.
E por favor se gostaram comentem, comentem mesmo.
Qualquer um pode comentar, eu desbloqueei essa opção.
Senão, não sabemos se gostaram da história se podemos continuar ou não.
Obrigada e sejam bonzinhos com ele, rç.

O Cobrador

Capitulo 1º - Apresentação

Faz alguns dias eu trabalhava na área de vendas de seguros, visitava a casa das pessoas e convencê-las de que era importante ter na vida uma maneira de prevenir que seus filhos e cônjuges ficassem sem amparo após sua morte. Hoje eu trabalho em outro setor. Hoje eu faço cobranças. Quando alguém não paga meus superiores, eu tenho que ir ate suas casas e “conversar” com elas. No meu antigo emprego, eu só queria que as pessoas comprassem os seguros, hoje eu quero que elas recebam o direito aos seguros. Faz um tempo, eu era um cara normal, sem muitos amigos, que trabalhava mais do que ficava em casa. Não tinha tempo pra fazer muita coisa, que alias não era um problema pra mim, afinal não tinha amigos. Hoje em dia eu agradeço por não ter amigos.

Antes era apenas um homem comum, hoje eu sou alguém que com certeza eu temeria caso encontrasse na rua. Na verdade devo dizer que nem mesmo acreditaria que algo assim existe antes de realmente ver um...

Mas deixe-me contar direito esta historia.

Era uma noite quente de julho, eu estava voltando para o meu apartamento logo após fazer a minha ultima venda da noite. Estava feliz, pois o dia tinha sido muito proveitoso, três vendas em um só dia, era de mais. Eu poderia fazer igual aos meus colegas de trabalho e sair pra “bebemorar”, mas eu não tinha amigos, mas eu não tinha amigos e nem namorada, então só me restava voltar pra casa e no Maximo beber antes de dormir. Mas eu decido fazer diferente, iria ate um bar, e compraria uma garrafa de alguma bebida que eu não tivesse em casa, afinal era algo especial, três vendas em um dia me fariam ficar mais perto daquela promoção que eu tanto esperava.

Foi lá que eu vi Vanessa, a mulher que me fez ser o que sou hoje. Vanessa é uma linda morena de cabelos cacheados com lábios carnudos e um corpo incrível. Pra dizer a verdade eu ate hoje não sei o que ela viu em mim. Mas ela viu algo em mim que nem mesmo eu vi.

Vanessa me apresentou coisas na vida que eu nunca imaginei ver. Ate o dia que finalmente ela me mostrou como havia conhecido tudo aquilo. E ela me mostrou de uma maneira muito intima de uma maneira que ninguém iria acreditar. Ela não só me apresentou, ela me levou ao mundo que ela vivia e que ela conhecia e me mostrou como viver nele, como sobreviver em um mundo que com certeza não iria me receber de braços abertos, mas que iria abrir caminho para que eu abraçasse o mundo de uma maneira incompreensível para os outros.

Mas voltando ao tempo atual. Eu estou aqui para mais um trabalho, mais um maluco decidiu que não iria pagar aos meus chefes. E aqui estou eu. Batendo em uma porta, de alguém que eu jamais vi, e que possivelmente não vai ver mais ninguém caso decida não pagar.

Fui atendido, me apresentei, e finalmente fui recebido com o xingamento de praxe. Então eu tive que fazer o que eu aprendi... Quando não me atendem, eu me convido e entro.

E foi justamente o que eu fiz.

Os moradores se surpreenderam, afinal eu continuo com a mesma cara que eu tinha quando conheci Vanessa, a mesma cara de otário que não tem amigos. Mas quando eu mudei, eles souberam quem haviam me enviado...

Matei os cinco primeiros, e esperei que o sexto me mostrasse onde estava o dinheiro.

Tive que forçar um pouco, depois de quebrar o braço direito dele, foi fácil ele me dizer, onde estava o dinheiro. Difícil foi ele querer ir ate lá comigo. Daí eu quebrei o outro braço só pra garantir que ele não iria ligar pra ninguém. Depois eu fui ate o tal quarto que ele havia me descrito. Quando cheguei fui recebido com uma salva de tiros, o que seria uma honra se não tivessem ido pra cima de mim.

Tive que matar mais três por causa desta rebeldia...

Neste momento eu percebi uma coisa: não poderia tocar no dinheiro dos meus chefes todo ensangüentado como eu estava. Procurei no armário e encontrei umas roupas que serviriam bem ate a hora que eu chegasse à minha casa.

Peguei o dinheiro, coloquei dentro da bolsa esporte que eu normalmente trago para as cobranças, e voltei para a sala. Foi então que percebi que estava com fome. Procurei em todos os cantos, e encontrei o cara que eu tinha quebrado os braços, ele tinha rastejado uns quatro metros, mas não tava agüentando muita coisa. Peguei-o com a mão vazia, levantei-o pelo pescoço, e o informei que ele não iria passar daquele dia...

Tive que me limpar com cuidado para não sujar a roupa que havia acabado de pegar.

Fui para o ponto de encontro com o recebedor, para entregar o dinheiro e pegar a minha parte. Exato, eu jamais vi os meus chefes. Logo que eu cheguei, apesar da multidão, eu o localizei, fiz um sinal que só ele pudesse ver, tirei a minha parte, e deixei a bolsa no chão, para quando eu me afastasse, ele pudesse pega-la...

Ninguém saberia o que havia dentro da bolsa, ninguém iria conseguir alcançar a bolsa antes de eu ir embora e ele pega-la.

Nos vampiros tínhamos as nossas maneiras de nos comunicar sem que o resto do mundo nos percebesse, e eu percebi isso faz uns 3650 dias, quando a Vanessa me apresentou o seu mundo...

Sunday, 3 October 2010

Não me odeiem.

Eu só quis fazer um draminha. A história não acabou. Não me matem e-e'

Capítulo 19

POV Oli


A minha vida estava perfeita de novo. Álcool, mulheres. Eu já estava na Europa em turnê. Estava tudo ótimo.
"Ei, gostoso. Para de beber um pouco e vem pra cá! Ou melhor, não precisa parar de beber, traz pra cá."
"Já estou indo!" E essa garota nova, ela era gostosa, bebia tanto quanto eu, fumava, fazia tudo o que queria. Era perfeita.
Mas então por que eu ainda não conseguia tirar aqueles olhos da minha memória? Já faziam meses e nada tinha mudado.
Era sempre a mesma coisa. Eu fazia a mesma coisa dia após dia e mesmo assim, nada.
Já não sabia dizer se isso me irritava ou se fazia isso penetrar mais fundo na minha mente.
"Cadê você?"
"Estou aqui." Bem, se não conseguiu esquecer. Tente de novo, e de novo.


POV Tom


"Alô?"
"Oi."
"Tom? O quê você quer? Eu estou meio ocupado agora. 'Desliga isso' Espera."
"Garota nova? Enfim não importa. Eu não vou poder ir junto com a mãe na turnê."
"Por quê? *risos*"
"Estou no Brasil."
"O quê? 'Ai! ' Fazendo o quê?"
"Indo pra uma clínica de aborto."
"Quê? Mas ela não..."
"Eu não tive nada a ver com isso. Só vim aqui para dar apoio moral."
"Boa sorte. Bem, eu vou voltar ao que eu estava fazendo. 'Cadê o resto? '."
Filho da mãe, não ligou nem um pouco. De qualquer jeito, eu tinha de chegar lá.


POV Aya


Era agonizante ter de esperar tanto tempo.
Eu só queria que isso acabasse logo.
E depois desse tempo todo, mesmo depois de tanto esforço.
Eu não conseguia tirar aquele sorriso da minha cabeça.
Ele ainda era tudo o que eu pensava.
Às vezes eu até conseguia dormir, acho que estava me acostumando.
"Ash! Vamos logo!"
"Tá bom já estou indo."
Como ela demorava. Ainda ia demorar mais um século, eu já sabia.


POV Oliver 


"How do you say goodbye, when you’ve hardly said hello? We’re young and in love, heart attacks waiting to happen, so come on closer. " 'Você é tudo'.
"Tell me it's all in our heads. We’re young and in love, heart attacks waiting to happen" Não parava de pensar nisso.
"So come a little closer, tell me those three little words."
E ainda tinha que cantar essa música. Essa era a gota d'água. 
Larguei o microfone e corri. Só consegui escutar vaias atrás de mim, mas eu não tinha tempo. Tinha que chegar ao Brasil o mais rápido possível.


Obs: A tradução do trecho da música é:
"Como se diz adeus, quando você mal disse olá? Nós éramos novos e estávamos apaixonados, o ataque do coração esperando para acontecer, então chegue mais perto."
"Me diga que está tudo em nossas cabeças. Nós éramos novos e estávamos apaixonados, o ataque do coração esperando para acontecer."
"Então chegue mais perto, me diga aquelas pequenas três palavras."