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Wednesday, 13 October 2010
Capítulo final [?]
Mas são vocês que decidem isso.
Então comentem por favor. ^^
Capítulo 20
"Alô?"
"Sam, é o Oliver."
"Oi Oli, me ligando no meio da turnê. Tá precisando de alguma coisa?"
"Na verdade sim. Tem alguma coisa que voe que seja rápida e com combustível de sobra?"
"Tem o jatinho da banda... Eu deveria perguntar pra quê?"
"Não. No mesmo lugar?"
"Sim, estou ligando pro piloto, é só você chegar lá."
"Obrigado Sam."
"De nada, você sabe que sempre que precisar é só me dar um toque. Tchau."
"Tchau."
Agora era só chegar lá.
POV Tom
"Oi Aya, onde você estão?"
"Ainda em casa, a madame está demorando, sabe como é."
Eu ri. "Sim, quer que eu vá aí?"
"Não, não, obrigada. Vai ser bom pra gente pegar um ar."
"Ok, vejo vocês lá."
"Até."
E a demora de sempre. Até eu estava nervoso. Acho que elas queriam adiar esse momento o máximo que podiam.
Mas quem era eu pra julgá-las, acho que faria a mesma coisa.
"Wow!" Eu desviei o carro. Acho que eu devia tentar relaxar e prestar atenção na pista.
POV Ashley
"Vamos Ashley! Você já está aí há séculos!"
Argh. Que coisa.
"Já estou indo." Eu queria demorar o máximo possível.
Não queria que esse momento chegasse.
"Até que enfim."
"A gente vai pegar algum carro?"
"Não, vamos a pé." Ela sorriu. Ela também não queria que esse momento chegasse tanto quanto eu.
"Não é bem melhor ir respirando?" Ela sorriu.
"É." Eu sorri.
Me perguntava se tudo ia ficar bem. Eu queria que tudo isso passasse o mais rápido possível. Mas não queria que esse momento chegasse. Ah! Agora estou me contradizendo.
"Ash."
"Han? Oi."
"Você está preocupada demais. Tenta relaxar."
"Ok, ok, estou relaxada." Eu respirei fundo.
Ela tinha razão. Não ia adiantar nada, eu ficar pensando e me preocupando desse jeito, só ia atrair mais energia negativa.
Respira Ash, vai ficar tudo bem.
Eu suspirei.
Ela riu baixo. "Parece até que você sabe que vai dar alguma coisa errada."
"Vira essa boca pra lá, Ay!"
Ela gargalhou. "Já disse pra relaxar, vai dar tudo certo."
"Desse jeito parece até que você está achando isso engraçado."
"Calma Ash. Eu só estou tentando descontrair. Não quero chegar lá tensa. Eu já disse que vai ficar tudo bem."
Ela segurou minha mão e beijou minha testa.
Ah, desse jeito ficava mais fácil de acreditar no que ela dizia.
POV Oliver
Quase não cheguei no Brasil vivo de tanto que eu gritei no ouvido do piloto. Mas também nunca vi um jatinho chegar tão rápido assim num lugar.
Agora eu tinha que correr mais.
Ah, ótimo! Muito esperto Oliver onde é a droga dessa clínica. AAAAAAAAAH!
POV Tom
"Até que enfim vocês chegaram."
"Ah, a garotinha aqui entrou em pânico."
"Claro, não sei como você consegue ficar tão relaxada." A Aya riu.
"Vocês se atrasaram agora vamos ter que esperar mais ainda."
"Viu Srt. Estou com medinho."
"Ah, pára de brigar comigo!"
Eu segurei o riso. "Parem você duas! Ficar assim não vai adiantar nada. Agora a gente espera."
"Mas..."
"Sem mas, você senta aqui, e você aqui." Apontei lugares do meu lado pras duas.
Se eu não as tratasse como crianças não parariam nunca. Nunca as tinha visto desse jeito. Acho que isso era bom.
Eu estava quase dormindo.
"Mas que saco! A nossa hora não chega nunca?!" A Ash estava gritando com a recepcionista. Legal.
Botei a mão no ombro dela. "Ash, calma. Vai chegar a sua vez."
Ela foi sentar bufando. Eu já não aguentava mais ela agindo como criança, queria que isso acabasse logo.
POV Oli
Caralho, caralho, caralho, corre, corre, corre. Já foi difícil achar o endereço e o porra táxi não chegava nunca.
"Aqui!" Finalmente eu tinha conseguido achar aquele maldito lugar! "Toma!" Eu joguei algumas notas pela janela, não sabia quanto tinha jogado e nem queria saber, eu só tinha que entrar lá e rápido!
Eu a avistei em pé de costas. Acho que eu nunca tinha corrido tão rápido antes.
"Aya!" Eu segurei seu braço.
"Oliver?!" É, não só ela, mas todo mundo parecia surpreso em me ver, eu tinha conseguido chamar a atenção de todo mundo...
"Não!..." Sua barriga, estava de tamanho normal, eu já tinha chegado tarde demais?
"O quê foi?"
"Você abortou?"
"O quê?!" Ela olhou pra sua barriga. "Ah! Não, não. Eu nunca estive grávida. Foi um erro de teste."
Acho que eu nunca tinha sentido tanto ódio na minha vida... Mas então o que ela estava fazendo ali?!
"Então, o que você está fazendo aqui?"
"Ah, muita coisa aconteceu. Eu e a Ash terminamos. Ela começou a sair com um idiota, acabou engravidando, e aqui estamos." Então, isso tudo era por causa da Ashley.
De certa forma me senti aliviado, e ao mesmo tempo meio triste, quer dizer, eu pensei que iria ter um filho.
"Você veio até aqui, por que pensou que eu ia abortar?"
"É."
"Então isso quer dizer que..."
Eu não a deixei dizer uma palavra, só queria sair correndo com ela dali. E foi o que eu fiz.
POV Ashley
"Tom! Ay! Eu! Cadê a Ay?"
"Saiu com o Oliver, quer dizer, ele arrastou ela."
"Oliver?!"
"Não olhe pra mim, ele simplesmente apareceu. Mas por que você não está lá dentro?"
"Ah, eu não quero abortar. Eu vou ter o filho."
"Que bom! Finalmente um pouco de juízo."
"Hey! Quem vai ter de me aturar são vocês mesmos." Ele me empurrou.
Eu ri.
POV Aya
Ele não parava de correr e não soltava minha mão. Mas pra onde ele está me levando?
Eu queria dizer alguma coisa, mas não conseguia. Já foi susto o bastante o ver hoje.
Ele finalmente parou quando chegamos à praia.
"Sim, isso quer dizer que eu estava mentindo. Mas isso é algo que você deveria saber, eu sempre minto."
Eu ri. "Eu sei disso, sabia que estava. Mas enquanto você não admitisse isso, eu sabia que ainda não estaria pronto."
Ele sorriu, eu realmente senti falta desse sorriso. E ele parecia mais radiante do que nunca.
"Mas foi só por isso que você veio?"
"Não."
"Por que mais?"
"Medusa." Nós dois sorrimos.
"Oliver. Tem algo que eu venho guardando há muito tempo. E acho que essa é a hora de você saber o que é." Ele me olhou curioso. "Eu te amo."
Ele sorriu e encostou sua testa na minha. "Ah!" Ele se afastou. "Eu também vim por mais um motivo..."
Eu o fitei curiosa. "Qual?"
"Você é tudo."
Aquele foi o momento em que eu mergulhei o mais profundo possível, no que chamam de felicidade. Só queria ficar submersa pra sempre.
A única coisa que consegui fazer foi deixar seus braços envolverem meu corpo, enquanto eu abraçava seu pescoço, e me deixar levar no aroma adocicado que vinha da sua boca.
Eu só sabia de duas coisas. Ele era um idiota, eu por gostar dele. E esse era o nosso final feliz, ou seja lá como se chama isso.
O Cobrador
Capitulo 2º - Uma longa, longa noite...
A noite de ontem foi muito boa para a minha conta bancaria. A minha porcentagem da cobrança me permitiria comprar um carro. Mas eu não sou de me mostrar exuberante. Guardei o dinheiro no banco como tenho feito desde que consegui comprar o meu apartamento no centro e meu carro que me faz sumir da cena do crime mesmo antes de alguém ter conhecimento do que aconteceu.
Não gosto de usar armas, fazem muito barulho e muita bagunça. Eu sou do tipo mais discreto, do tipo que gosta de só sujar o necessário, e odeio quando atiram em mim, porque eu adoro as minhas roupas. Tive alias depois de ontem que comprar um conjunto novo de terno listrado.
Meu telefone tocou e uma voz que eu nunca ouvi na vida, me diz que eu tenho que pagar pelos meus últimos dez anos...
Eu respondo com uma risada e desligo...
Uma granada entra pela minha janela. Mas isso pra mim e simples eu jogo ela pra fora... Mas as duas irmãs, e prima e as quatro amigas que entram logo depois, não são tão fáceis de expulsar. Só tenho tempo de pegar meu terno e pular pela janela que foi quebrada pela primeira criança.
Vejo um carro saindo em disparada e dobrando a esquina. Meu primeiro pensamento foi chegar ate o meu carro. Mas ele previu que eu faria isto e o CORNO EXPLODIU O MEU CARRO. Mas que filho da puta. Agora ele me deixou nervoso. Procuro meus equipamentos: minha carteira, meu terno, meus cartões e celular. Ele vai lembrar o dia que ele morrera pelo resto da vida infeliz que ele vai levar no inferno.
Com duas ligações eu estou de novo em ação. Uma pro carro novo, outra pra um esconderijo novo. Trabalhar pras pessoas que eu trabalho tem as suas vantagens.
Na oficina onde eu paguei o carro, eu passei a mão em um bloco e em uma caneta de um cliente, só podia ser de um cliente, afinal o pessoal da oficina não tinha cacife pra comprar uma daquelas. Fiz umas notas com nomes de pessoas que eu havia cobrado e não havia matado depois. Na verdade alista tinha só dois nomes, porque quem pagava, eu não precisava cobrar, e quem não pagava, eu precisava matar para receber.
Só dois caras que ficaram vivos. Um deles eu só consegui aleijar antes do amontoado de capanga pular em cima de mim, e me obrigar a sujar minha roupa. Mas este não poderia ser porque ele não tinha voltado pra cidade e não tinha tanto poder para fazer isso de fora dela. Mas o outro com certeza poderia fazê-lo mesmo se estivesse do outro lado do mundo. Um ancião pediu ajuda ao chefe dos meus chefes. E depois cometeu o maior erro da sua não vida: ele tentou sair da cidade sem pagar pelo serviço. Naquela noite quando eu recebi a ligação, eu saberia que a coisa iria ser difícil. Sai de casa de uma maneira que eu odeio: calça jeans e camisa preta, tênis e boné. O boné foi mais pros meus vizinhos não reconhecerem, eu iria odiar isso...
Saturday, 9 October 2010
Friday, 8 October 2010
Novo membro
Hoje tem um novo membro no blog, Douglas.
Não vamos escrever juntos, são histórias distintas, apenas por praticidade estamos usando o mesmo blog.
Então, por favor leiam a história dele também.
E por favor se gostaram comentem, comentem mesmo.
Qualquer um pode comentar, eu desbloqueei essa opção.
Senão, não sabemos se gostaram da história se podemos continuar ou não.
Obrigada e sejam bonzinhos com ele, rç.
O Cobrador
Capitulo 1º - Apresentação
Faz alguns dias eu trabalhava na área de vendas de seguros, visitava a casa das pessoas e convencê-las de que era importante ter na vida uma maneira de prevenir que seus filhos e cônjuges ficassem sem amparo após sua morte. Hoje eu trabalho em outro setor. Hoje eu faço cobranças. Quando alguém não paga meus superiores, eu tenho que ir ate suas casas e “conversar” com elas. No meu antigo emprego, eu só queria que as pessoas comprassem os seguros, hoje eu quero que elas recebam o direito aos seguros. Faz um tempo, eu era um cara normal, sem muitos amigos, que trabalhava mais do que ficava em casa. Não tinha tempo pra fazer muita coisa, que alias não era um problema pra mim, afinal não tinha amigos. Hoje em dia eu agradeço por não ter amigos.
Antes era apenas um homem comum, hoje eu sou alguém que com certeza eu temeria caso encontrasse na rua. Na verdade devo dizer que nem mesmo acreditaria que algo assim existe antes de realmente ver um...
Mas deixe-me contar direito esta historia.
Era uma noite quente de julho, eu estava voltando para o meu apartamento logo após fazer a minha ultima venda da noite. Estava feliz, pois o dia tinha sido muito proveitoso, três vendas em um só dia, era de mais. Eu poderia fazer igual aos meus colegas de trabalho e sair pra “bebemorar”, mas eu não tinha amigos, mas eu não tinha amigos e nem namorada, então só me restava voltar pra casa e no Maximo beber antes de dormir. Mas eu decido fazer diferente, iria ate um bar, e compraria uma garrafa de alguma bebida que eu não tivesse em casa, afinal era algo especial, três vendas em um dia me fariam ficar mais perto daquela promoção que eu tanto esperava.
Foi lá que eu vi Vanessa, a mulher que me fez ser o que sou hoje. Vanessa é uma linda morena de cabelos cacheados com lábios carnudos e um corpo incrível. Pra dizer a verdade eu ate hoje não sei o que ela viu em mim. Mas ela viu algo em mim que nem mesmo eu vi.
Vanessa me apresentou coisas na vida que eu nunca imaginei ver. Ate o dia que finalmente ela me mostrou como havia conhecido tudo aquilo. E ela me mostrou de uma maneira muito intima de uma maneira que ninguém iria acreditar. Ela não só me apresentou, ela me levou ao mundo que ela vivia e que ela conhecia e me mostrou como viver nele, como sobreviver em um mundo que com certeza não iria me receber de braços abertos, mas que iria abrir caminho para que eu abraçasse o mundo de uma maneira incompreensível para os outros.
Mas voltando ao tempo atual. Eu estou aqui para mais um trabalho, mais um maluco decidiu que não iria pagar aos meus chefes. E aqui estou eu. Batendo em uma porta, de alguém que eu jamais vi, e que possivelmente não vai ver mais ninguém caso decida não pagar.
Fui atendido, me apresentei, e finalmente fui recebido com o xingamento de praxe. Então eu tive que fazer o que eu aprendi... Quando não me atendem, eu me convido e entro.
E foi justamente o que eu fiz.
Os moradores se surpreenderam, afinal eu continuo com a mesma cara que eu tinha quando conheci Vanessa, a mesma cara de otário que não tem amigos. Mas quando eu mudei, eles souberam quem haviam me enviado...
Matei os cinco primeiros, e esperei que o sexto me mostrasse onde estava o dinheiro.
Tive que forçar um pouco, depois de quebrar o braço direito dele, foi fácil ele me dizer, onde estava o dinheiro. Difícil foi ele querer ir ate lá comigo. Daí eu quebrei o outro braço só pra garantir que ele não iria ligar pra ninguém. Depois eu fui ate o tal quarto que ele havia me descrito. Quando cheguei fui recebido com uma salva de tiros, o que seria uma honra se não tivessem ido pra cima de mim.
Tive que matar mais três por causa desta rebeldia...
Neste momento eu percebi uma coisa: não poderia tocar no dinheiro dos meus chefes todo ensangüentado como eu estava. Procurei no armário e encontrei umas roupas que serviriam bem ate a hora que eu chegasse à minha casa.
Peguei o dinheiro, coloquei dentro da bolsa esporte que eu normalmente trago para as cobranças, e voltei para a sala. Foi então que percebi que estava com fome. Procurei em todos os cantos, e encontrei o cara que eu tinha quebrado os braços, ele tinha rastejado uns quatro metros, mas não tava agüentando muita coisa. Peguei-o com a mão vazia, levantei-o pelo pescoço, e o informei que ele não iria passar daquele dia...
Tive que me limpar com cuidado para não sujar a roupa que havia acabado de pegar.
Fui para o ponto de encontro com o recebedor, para entregar o dinheiro e pegar a minha parte. Exato, eu jamais vi os meus chefes. Logo que eu cheguei, apesar da multidão, eu o localizei, fiz um sinal que só ele pudesse ver, tirei a minha parte, e deixei a bolsa no chão, para quando eu me afastasse, ele pudesse pega-la...
Ninguém saberia o que havia dentro da bolsa, ninguém iria conseguir alcançar a bolsa antes de eu ir embora e ele pega-la.
Nos vampiros tínhamos as nossas maneiras de nos comunicar sem que o resto do mundo nos percebesse, e eu percebi isso faz uns 3650 dias, quando a Vanessa me apresentou o seu mundo...
Sunday, 3 October 2010
Capítulo 19
A minha vida estava perfeita de novo. Álcool, mulheres. Eu já estava na Europa em turnê. Estava tudo ótimo.
"Ei, gostoso. Para de beber um pouco e vem pra cá! Ou melhor, não precisa parar de beber, traz pra cá."
"Já estou indo!" E essa garota nova, ela era gostosa, bebia tanto quanto eu, fumava, fazia tudo o que queria. Era perfeita.
Mas então por que eu ainda não conseguia tirar aqueles olhos da minha memória? Já faziam meses e nada tinha mudado.
Era sempre a mesma coisa. Eu fazia a mesma coisa dia após dia e mesmo assim, nada.
Já não sabia dizer se isso me irritava ou se fazia isso penetrar mais fundo na minha mente.
"Cadê você?"
"Estou aqui." Bem, se não conseguiu esquecer. Tente de novo, e de novo.
POV Tom
"Alô?"
"Oi."
"Tom? O quê você quer? Eu estou meio ocupado agora. 'Desliga isso' Espera."
"Garota nova? Enfim não importa. Eu não vou poder ir junto com a mãe na turnê."
"Por quê? *risos*"
"Estou no Brasil."
"O quê? 'Ai! ' Fazendo o quê?"
"Indo pra uma clínica de aborto."
"Quê? Mas ela não..."
"Eu não tive nada a ver com isso. Só vim aqui para dar apoio moral."
"Boa sorte. Bem, eu vou voltar ao que eu estava fazendo. 'Cadê o resto? '."
Filho da mãe, não ligou nem um pouco. De qualquer jeito, eu tinha de chegar lá.
POV Aya
Era agonizante ter de esperar tanto tempo.
Eu só queria que isso acabasse logo.
E depois desse tempo todo, mesmo depois de tanto esforço.
Eu não conseguia tirar aquele sorriso da minha cabeça.
Ele ainda era tudo o que eu pensava.
Às vezes eu até conseguia dormir, acho que estava me acostumando.
"Ash! Vamos logo!"
"Tá bom já estou indo."
Como ela demorava. Ainda ia demorar mais um século, eu já sabia.
POV Oliver
"How do you say goodbye, when you’ve hardly said hello? We’re young and in love, heart attacks waiting to happen, so come on closer. " 'Você é tudo'.
"Tell me it's all in our heads. We’re young and in love, heart attacks waiting to happen" Não parava de pensar nisso.
"So come a little closer, tell me those three little words."
E ainda tinha que cantar essa música. Essa era a gota d'água.
Larguei o microfone e corri. Só consegui escutar vaias atrás de mim, mas eu não tinha tempo. Tinha que chegar ao Brasil o mais rápido possível.
Obs: A tradução do trecho da música é:
"Como se diz adeus, quando você mal disse olá? Nós éramos novos e estávamos apaixonados, o ataque do coração esperando para acontecer, então chegue mais perto."
"Me diga que está tudo em nossas cabeças. Nós éramos novos e estávamos apaixonados, o ataque do coração esperando para acontecer."
"Então chegue mais perto, me diga aquelas pequenas três palavras."
Friday, 1 October 2010
Capítulo 18
"O que isso quer dizer?"
"Quer dizer que isso pode ser mais grave do que parece. Eu não sou médico não sei dizer o que exatamente, mas..."
Meus olhos já estavam cheios d'água. "Mas o quê?!"
"Bem..." Ele disse pausadamente. "Ela pode perder o filho."
Pela primeira vez, senti minhas pernas falharem, eu senti o ar escapando dos meus pulmões.
Eu cai numa das cadeiras, enquanto as lágrimas rolavam pelo meu rosto.
Eu não conseguia fazer mais nada além de olhar pra ele e esperar que ele disesse que era mentira.
Todos os últimos dias pareciam todos vindos de um pesadelo terrível, do qual eu queria acordar o mais rápido possível, mas não conseguia.
Ele apenas me olhava com uma cara de dor, não sabia o que dizer.
Eu fiquei do mesmo jeito até o médico chegar.
“Hitch?! Aya Hitch!" Eu corri o mais rápido que minhas pernas podiam pra me botar de frente pra ele.
"O que aconteceu? Ela está bem?" Ele parecia assustado, mas eu não ligava era a minha Aya.
"Desculpe mas ainda não sabemos informar direito, teremos que fazer mais alguns testes..."
"Vocês demoraram esse tempo todo. E não fizeram a porra dos testes?!"
O Tom me segurou pelos ombros. "Ash! Se controle! Não é culpa dele! Desculpa doutor."
"Tudo bem. Eu entendo."
"Quanto tempo vai demorar para esses testes serem feitos?"
"Eu não sei, vai depender..."
POV Tom
"Eu posso apressar as coisas?" Eu tinha que fazer alguma coisa. Aquele hospital estava lotado e eu sabia que eles iriam demorar muito mais que o necessário.
"Como assim?"
"E se eu te pagar pra fazer logo os testes?"
Ele me puxou para longe das pessoas. "Depende de quanto estamos falando."
"Quanto você quiser. Só faz logo a porcaria desses testes."
"Tudo bem. Eu vou providenciar."
Eu sabia que iria sair caro, mas não me importava. Eu só queria saber se estava tudo bem o mais rápido possível.
Mas que porra! Maldito celular.
"Você não vem? Vai ficar com a lésbica?" Ele riu do outro lado da linha.
"Oliver eu não estou numa boa hora para brincadeiras."
Ele fez silêncio. "O que aconteceu?" Ele estava preocupado, ao menos alguma descência ainda.
"Eu estou no hospital."
"Hospital?! O que você está fazendo aí? O que houve? Você está bem?"
"Eu estou. A Aya pode não estar."
"Oli? Oli!"
"O que houve?"
"Ela desmaiou."
"E o que tem demais nisso?"
"Ela pode ter perdido o filho, seu idiota!"
"Bem, acho que é menos trabalho pra mim."
"Você é mesmo tão cretino assim?"
"Acho que sim."
"Por que não continua logo a sua turnê e se distrai com algumas garotas?" Disse com ironia.
"Só por que você insistiu." O telefone ficou mudo.
Eu não podia acreditar mesmo. Eu sei que era o Oli, mas ele teria vindo aqui, ao menos pra saber se ela estava bem. Eu realmente nunca quis tanto bater nele.
"Tom."
"Han? O quê foi?"
"Vai demorar muito?"
"Não, eu dei meu jeito." E sorri, ela ainda estava muito abatida.
"Ok." E sentou no seu lugar, ela parecia um robô.
E eu não podia fazer nada. Estava de mãos atadas, só me restava esperar.
POV Ashley
Eu tive de esperar as três horas mais agonizantes da minha vida.
"Hitch?" Eu corri de novo pra frente dele.
"Está tudo bem com ela." Ele sorriu e ela estava vindo pelo corredor.
Eu nunca me senti tão aliviada.
"Ay!" Eu corri e a abracei. "Eu fiquei tão preocupada." Eu estava chorando de novo.
"Eu estou bem Ash." Ele me afastou e sorriu pra mim. Eu a vi eu sabia que tudo estava bem.
Nossas vidas finalmente voltariam ao normal, ou quase. E eu não teria mais que me preocupar com o Oliver.
Nós daríamos um jeito e ela estaria comigo, só comigo.
"Eu te amo Ay."
Ela me abraçou. "Eu também te amo Ash." Esse era o meu final feliz.
Capítulo 17
Isso vai acabar hoje. Eu vou continuar a merda da turnê. Estou livre pra encher a cara e fuder o quanto quiser. É, isso devia resolver as coisas.
'Você é tudo'. O que mais dói é lembrar aqueles olhos dizendo isso. E mais ainda saber que poderia existir outro par deles, se eu não fosse tão egoísta.
Mas eu era. Fazer o quê?
E do que importava, eu já estava indo embora. Daqui a alguns dias eu já teria esquecido. Estaria namorando com alguma garota mais gostosa.
Estaria... Feliz. Era isso, adeus Aya.
POV Tom
"E então?"
"O que te faz pensar que eu iria querer qualquer um dos dois?"
Por essa eu não esperava. "Você não vai querer o melhor pro seu filho? E vai me dizer que você não gosta dele? Qual é Aya, eu entendo que você não queira ficar com ele, mas não que você diga que não goste dele."
"Eu não gosto dele, ok?! E eu não preciso de nenhuma ajuda, se eu resolver assumir, isso é problema meu, e você não tem nada a ver com isso!" Seus olhos estavam cheios de lágrimas.
"Eu não quis dizer..."
"Não, é claro que não. Isso é de família?"
"Claro. E isso é por que você não gosta dele."
"Vai se fuder!" Ela estava chorando tanto, e eu podia jurar que nunca senti tanta vontade de bater nele.
"Aya. Ele só é um idiota, mas ele quer a mesma coisa que você. Eu sei disso."
"Ele quer se matar? Por que eu quero que ele morra."
Acho que eu nunca vi uma garota tão brava por causa dele. "Ele não deve querer morrer, mas como ele age, parece que sim."
"Do que você está falando?"
"Tenho certeza de que agora ele pretende beber, fumar e fuder como se não houvesse amanhã. Ele só espera o dia seguinte pra fazer sempre a mesma coisa. Chame do que quiser, mas pra mim isso não é viver."
POV Aya
Aquelas palavras realmente bateram fundo em mim. Acho que era impossível eu sentir mais dor do que estava sentindo. Eu queria chorar, mas minhas lágrimas não caíam mais.
"Por que ele não se mata logo? Faria um favor pra todo o mundo."
"Acho que você tem razão. Eu vou falar com ele." Han? Ele estava mesmo falando sério?
"Você não vai fazer isso."
"Eu sou o irmão dele, tenho de dar bons conselhos. Mas se isso não adiantar, ele tem de fazer o que é melhor pra si."
"Ele é seu irmão!"
"Eu seu disso."
"Então como você vai simplesmente pedir pra quê ele se mate?"
"Dizendo, mas não faz diferença pra você."
Eu estava errada, podia doer mais. "Ótimo, faça isso."
"Foi bom conversar com você Aya."
"Não posso dizer o mesmo. Adeus Tom."
"Adeus Aya." Ele disse enquanto entrava no carro.
Eu sabia que ele não iria fazer isso. Mas ainda isso me preocupava e dóia cada vez mais.
Eu só queria...
POV Ashley
"Alô?"
"Ash, é o Tom."
"Preciso que você venha pro hospital agora."
"O quê?! Aconteceu alguma coisa? O que é que houve?"
"A Aya desmaiou."
"Por quê?"
"Não sei."
"Mas ela está bem?"
"Não sei, o médico ainda não disse nada."
"Levaram ela pra emergên..." Eu sei que não devia ter desligado na cara dele, mas eu tinha que correr.
"Tom!"
"Ash."
"Já teve notícias?"
"Não."
"Tá o que você estava dizendo quando eu desliguei?"
"Levaram ela pra emergência."
"Mas por que emergência? Ela só desmaiou."
"Eu sei, eles levaram ela pra emergência depois que eu disse que ela estava grávida..."
Capítulo 16
Não sei se foi idiotice ter dito a Aya que nós poderíamos cuidar da criança e aceitar isso.
Mas pelo menos ela me contou né? Mas eu não podia deixar ela tirar a vida de alguém que nem nasceu.
E era dela, vinha dela. Isso me deixava um pouco mais feliz, nós nunca poderíamos ter uma filha. Pelo menos não até a ciência avançar bastante. E isso se nós ficássemos juntas por tanto tempo...
O que eu estava pensando agora? Ela teria um filho e nós cuidaríamos dele, é claro que nós ficaríamos juntas!
Mas será que ela ainda gosta de mim? Ou pior, será que ela gosta dele?
Me revirava o estômago só de pensar nisso. Eu pulei de susto. Merda! Era só meu celular tocando.
"Alô?"
"Oi, Ash." Era o Tom, ele estava com a voz triste.
"O que foi Tom?"
"Eu vou embora hoje."
"Quê? Mas porque você não me disse?"
"Não queria que você reagisse desse jeito. Eu sabia que você faria isso."
"Ah, Tom. Você devia ter me contado. Nós nem aproveitamos nossos últimos momentos juntos."
"Por que você acha que eu estou te ligando?"
"Han? Agora?"
"Sim." Ele riu.
"Quando?"
"Estou na sua porta." Eu olhei pela janela.
POV Tom
Eu acenei pra ela. Ela me fez um sinal pra esperar e em cinco minutos já estava na minha frente.
"Vamos?"
"Agora."
Eu só queria conversar com ela, será que ela já sabia? Eu sei que seria ruim se eu fosse embora tendo uma conversa dessas com ela. Mas eu iria me sentir culpado.
Apesar de ainda não ter me decidido direito.
"Pra onde dessa vez?"
"Surpresa."
"Hum... Não gosto muito de surpresas." Eu ri. Quando ela usava esse tom de voz, ela queria dizer o contrário do que estava dizendo.
Eu a levei para o Jardim Botânico.
"Ah, como você sabia que eu gostava desse lugar?"
"Não sabia, era surpresa."
"Que bom, senão não teria tanta graça."
Eu ri. "Você não disse que não gostava de surpresas?"
Ela abaixou a cabeça, eu sabia por quê.
"Ash."
"Quê?"
"Você e a Aya estão bem?"
"Por que está me perguntando isso?" Ela continuava de cabeça baixa.
"Você parece triste, por isso."
"A Aya... Está grávida..." Ufa, ela já sabia. Mas ela não estava tão triste quanto deveria estar se tivesse terminado com ela. "Você sabia?"
"Sabia..."
Ela sorriu. "Não se preocupe, não te culpo por não me contar, eu entendo, ele é sua família."
"E você é minha amiga, na verdade eu queria conversar com você sobre isso. Se você não soubesse eu iria te contar."
"Eu sei. Você sempre é o certo."
"Como assim?"
"Vocês são opostos."
Opostos. "Mas, então o que você fez?" Essa não era hora de falar sobre mim.
"Eu disse à ela pra ter o filho e nós daríamos um jeito."
Não esperava menos do que isso. Eu sorri.
"Você acha que eu sou maluca, né?"
"Não, eu sabia que você faria algo do gênero."
"Isso ainda não responde." Ela suspirou. "Você acha que eu fiz a coisa certa?"
"Essa pergunta quem responde não sou eu."
Ela suspirou de novo. "Eu sei. Mas eu não sei se estou sendo idiota aceitando isso."
"Você a ama não é?"
"Sim."
"Então, é a coisa certa."
Ela sorriu. "Obrigada Tom."
Isso ainda estava longe de acabar, eu sabia.
POV Aya
"Por acaso isso é algum tipo de brincadeira?"
"Han..."
"O que isso estava fazendo na sua lixeira?"
"Eeer..."
"Aya Hitch! É melhor você me dar alguma explicação agora!"
Eu não sabia o que dizer a ela.
"Droga. Alô?"
"Aya desliga esse telefone agora!"
"Aya, tá tudo bem aí?"
"Quem é?"
"É o Tom."
"Aya! Desliga esse telefone!"
"O que você quer?!"
"Conversar com você. Se estiver com problemas aí é só sair de casa, eu estou aqui fora."
Desliguei o telefone.
"Onde diabos você pensa que está indo Aya?"
"Não te interessa! E será que você parou pra pensar que isso pode não ser meu? Será que você é uma mãe tão ruim assim?"
Ela ficou muda. Aproveitei e sai correndo pra fora de casa.
Lá fora eu o vi encostado num Audi.
"O que você quer?"
"Acho que você devia ser mais simpática com quem acabou de te salvar de um confronto familiar."
"O que você quer, fala logo Tom antes que eu perca a paciência."
Ele me fitou por alguns instantes. "É sobre o Oli."
Ai. Só de escutar o nome dele, meu coração apertou. "O que tem ele?"
"Bem, eu sou o irmão dele. Resumindo, eu sei. De tudo."
Droga, eu sei que ele provavelmente deveria saber. Só que isso nunca tinha me incomodado, já que eu nunca pensei que ele viria falar comigo. "O que você quer?" E cruzei os braços.
"Eu só quero te ajudar."
"Me ajudar?"
"Eu posso te ajudar de dois jeitos." Ele numerou com os dedos. "Um! Eu posso ajudar financeiramente, não que o Oliver já não fosse fazer isso, mas dinheiro nunca é demais. E, dois! Eu posso falar com ele."
"Falar com ele?"
"Ele gosta de você, então convencê-lo não vai ser difícil."
E o quê agora?
Capítulo 15
Hoje eu estaria em casa de novo e o Oli continuaria sua turnê. Ele parecia estar normal, até pra mim. Mas algo me dizia que não estava tudo bem.
"Sykes."
"Quê?"
"Está tudo bem?"
"Claro. Por que não estaria?" Ele sorriu. Isso ficava cada vez mais estranho.
"E a garota?"
"Ah, eu confundi as coisas. Era só uma noite." Ele não confundia seus sentimentos. Ou gostava, ou não.
"Hum. E você não a viu?"
"Não." Ele disse tão naturalmente que quase me fez acreditar. Mas eu sabia que era mentira.
"O que me faz lembrar. Aquele dia você disse que estava com a namorada dela. Estava tentando traçar ela?"
"Eu não trairia a Melanie. E como você ficou tão desatualizado. Nós viramos amigos."
Ele gargalhou. "Então, você estava com ela e não conseguiu nada? Você é um mesmo um viado."
Ele realmente parecia ter voltado ao normal. Mas eu ainda não estava convencido. "Oli, eu te conheço. O que você tem?"
"Por que você acha que tem algo errado? Eu já disse que está tudo bem. Eu não preciso de nenhuma garota no meu pé pra estar bem."
Pronto, consegui tirar alguma coisa. Eu ri baixo. "Mas eu não perguntei dela."
Ele me olhou torto. "Mas tinha perguntado antes. Já disse que estou bem. E por que não conseguiu nada?"
"Eu não tentei nada."
"Viu, estamos jogando o jogo da mentira." Filho da mãe.
"Então você mentiu?"
"Sim, e você também. Eu sabia que ia te pegar. Então... Por que não conseguiu nada?"
"Ela gosta demais da Aya e depois que eu percebi isso, realmente não quis mais nada com ela. Ela é uma boa pessoa."
Ele gargalhou de novo. "Se ela não tivesse te rejeitado você a teria rejeitado. E você quis dizer literalmente, né?" Ele riu. "Ela também era bonita, mas a Aya era mais."
Sabia, peguei ele. Óbvio que as duas eram bonitas, mas qualquer um diria o contrário. "Não era não."
Ele parou de fazer as malas e se virou pra mim. "Você é cego?" Ele parecia surpreso, isso realmente me incomodou. "Por que você acha que fiquei com ela?"
Agora ele queria dar uma de machista, pra variar. "Por que ela te chamou a atenção." Dei ênfase no ela.
Ele se virou e continuou fazendo as malas. "Tá legal Tom, você está certo."
"O que foi agora?"
"O que foi o quê?"
"Eu te contei a verdade, agora você tem de me dizer a verdade."
"Eu não disse que iria te contar." Odeio quando ele faz isso.
"Então quer dizer que você admite."
"Admito o quê?"
"Ela não é só uma noite."
"Sim, ela é." Ele disse num tom de convicção. "Agora quer parar de me encher?"
"Você não devia ter dito 'foi'?"
"Han?"
"Você devia ter dito 'Sim, ela foi'. Você disse, ela é. Você faria de novo."
Ele se virou bravo pra mim. "O quê você quer de mim?"
"A verdade."
"Por que você está fazendo isso?"
"Isso o quê?"
"Eu estou tentando esquecer isso tudo. Você não está ajudando." Ele estava mesmo bravo.
"Esquecer o quê exatamente?"
Sua expressão mudou de repente. "Você quer ser tio agora Tom?" Han?! Ele não fez isso!
"Han? Como assim?"
"Ela está grávida. Eu não posso lidar com isso agora."
"Você não precisa lidar com isso agora. Já que você fez isso, podia pelo menos mandar pensão à ela. É o mínimo que você pode fazer."
"O quê você pensa que eu sou? Eu já ia fazer isso." Então ele tinha cogitado a possibilidade de assumir.
"Por que não?"
"Eu não tenho tempo. E além do mais, ela já vai abortar." Ele se virou e continuou fazendo as malas.
"O quê?! E você vai deixar ela fazer isso?"
"Eu disse pra ela fazer isso." Ele estava mesmo pensando?
"Por que, você tem ideia do que isso implica. Você vai estar tirando uma vida!"
"Eu sei, porra! Você acha que isso não dói mais em mim, do que em você?"
"E desde quando você se importa com isso?" Eu disse um tom bravo. "Isso não faria nenhuma diferença pra você, por que agora você parece se importar, com um filho e com os sentimentos de uma garota que você conheceu à pouco mais de uma semana?"
"Desde que ela apareceu! Você queria a verdade? É essa! Agora será que dá pra você dar o fora daqui?!"
"Tudo bem." E sai. Ele tinha mesmo sido pego. Mas o que eu podia fazer? Ele era muito cabeça dura, e se eu tentasse algo magoaria a Ashley. Odeio me sentir um inútil.
POV Aya
Minha vida estava mesmo um inferno. Quem iria imaginar que apenas uma música mudaria a minha vida pra sempre.
Eu teria de contar tudo pra minha mãe. E eu que ficava me perguntando como contaria pra ela que namorava uma garota. 'Ah, eu estou grávida do Oliver e vou morar com a Ash, minha namorada ok?'. Definitivamente era uma péssima abordagem.
A Ash disse que eu poderia ir morar com ela e nós tomaríamos conta da criança. Afinal não poderíamos ter uma mesmo. E como a avó dela envia dinheiro pra ela poder sustentar a casa e sobra, era só termos algum trabalho e conseguiríamos passar por tudo.
Mas eu ainda me perguntava o que era certo. Quer dizer, nada me parecia certo. Nada do que eu fiz desde o início pareceu certo. Por que agora minha vida inteira parecia tão horrível?
Sentia como se eu fosse uma prostituta e todo mundo parecia me olhar torto. Talvez fosse só paranóia minha.
Eu ainda tinha de decidir o que eu iria fazer.
Acho que eu me mataria, tornaria tudo mais fácil. Essa seria minha solução se uma vida não estivesse crescendo dentro de mim.
Isso me fazia pensar nela e não em mim. Me doía pensar na possibilidade de matá-la. Argh doía só de pensar nessa palavra, matar.
Acho que eu vou ter esse filho. Eu e a Ash damos conta disso. Assim eu espero.
Só espero que as coisas não virem de pernas pro ar de novo. Acho que eu não aguentaria.
Agora eu só podia pensar nessa vida. Uma coisinha que devia ser do tão de um grão de arroz crescendo dentro de mim, até ficar grande.
"Aya!" Minha mão me tirou dos meus pensamentos.
"Já vou mãe." Desci correndo as escadas. "O quê foi mãe?"
"Aya Hitch! Pode me dizer o que significa isso?" Como eu pude ter esquecido de ter jogado o teste fora num lugar onde ela não poderia ver. É, dessa vez eu estava mesmo fudida.
Capítulo 14
Ok Ashley, coragem. O Tom tem razão, eu preciso falar com ela logo, quanto mais eu esperar, mais eu vou remoer isso até não aguentar mais e explodir.
Merda! Pára de chorar!
Eu preciso falar com ela. Eu engoli o choro e disquei os números o mais lentamente possível.
"Alô?"
"Oi, Sarah é a Ashley" Ela fez silêncio do outro lado da linha, eu só a chamava pelo nome quando era algo sério.
"A Aya não está." Como assim ela não estava?!
"Você sabe pra onde ela foi?"
"Hum. Não, a campainha tocou e ela saiu correndo. Ela deve ter saído com alguém, mas não deu tempo de ver com quem era."
Por que será que eu sabia que ele estava no meio de novo? "Obrigada Sarah."
"Quer que eu diga que você ligou?"
"Não, obrigada."
"Tá então..."
"Você pode me fazer um favor?"
"... O quê?"
"Quando ela chegar você pode me ligar?" Ela fez uma pausa do outro lado da linha, devia estar tentando entender o que eu estava querendo fazer.
"Claro. Vocês brigaram?"
"Não. Mas eu acho que ela está me escondendo algo."
"Sabe, eu tenho pensado a mesma coisa. Ela anda tão estranha nessa última semana. Tem certeza que você não sabe de nada?"
E de novo aqueles pensamentos começaram a me atormentar. "Eu tenho uma ideia."
"Será que tem algo a ver com aquele show? Talvez ela tenha conhecido alguém... Pra dizer a verdade, acho que ela está apaixonada."
Pronto! Esse era o fim. Ela realmente gostava dele...
As lágrimas começaram a aparecer em meus olhos. Tá Ashley se controla! "Pode ser... Mas eu quero conversar com ela."
"Ok, já entendi. Te ligo quando ela chegar. Boa noite Ashley."
"Boa noite Sarah."
Droga, ela sumiu de novo e eu sabia que era com ele. Chega de covardia! Dessa vez a Ay vai ter de me ouvir.
POV Oli
Eu não conseguia falar, havia um nó em minha garganta, vários pensamentos percorriam a minha cabeça ao mesmo tempo.
Como isso foi acontecer?! Quer dizer, óbvio que eu já havia me descuidado antes. Mas isso nunca aconteceu, ao menos, não que eu procurasse saber.
O que eu devia fazer agora? Estava claro que eu gostava dela, mas eu a amava? E, o quê? Eu deveria ter um filho?!
"Oli!" Ela gritou e seus olhos também estavam cheios de lágrimas.
Como eu não conseguia falar eu só a abracei. Ela ficou chorando no meu peito por uma hora, até se acalmar um pouco. Eu tinha de falar alguma coisa, mas quando eu falo em horas com essa, eu digo o que penso. Não queria dizer nenhuma besteira.
O que eu digo? Eu te amo.
"Não posso ser pai agora. nem quero." Meerda, eu sabia que não devia ter aberto a boca.
Ela me empurrou. "Vai se fuder!" Era horrível vê-la chorando e saber que era por minha culpa.
"Acha que eu não sei disso? Eu sei que você não quer ser pai. Mas eu também não queria ser mãe agora. Por isso eu não queria sair com você hoje. Você iria pra casa, iria esquecer essa história toda. Eu iria abortar e tudo ficaria bem."
Abortar?! Eu não queria ser pai, mas isso doeu mais do que tudo que ela já disse. Eu queria dizê-la pra ficar com a criança, que nós iríamos dar um jeito. Mas eu sabia que iria me arrepender depois. Eu me conhecia.
Queria mais do que nunca obedecer àqueles olhos, com a mesma intensidade que queria voltar correndo pra casa.
Eu tinha que fazer uma decisão, e rápido. "Aborte."
"O quê?!" Ela ficou muito brava. "Eu tinha mesmo razão no fim das contas. Eu fui só uma noite. Sabia que te contasse isso você iria correr, só não esperava que fosse tão rápido."
POV Aya
Porra! Eu sabia que isso ia acontecer. Então por que doía tanto?
"Eu não menti, eu gosto de você. Mas não posso ter um filho agora."
"Claro, eu entendo." Disse com ironia.
"Se não fosse por isso, nós poderíamos ficar juntos." Ele era mesmo um filho da puta, disso eu já sabia. Mas isso doeu ainda mais.
"Eu não vou abortar e ficar com você! Eu sabia que você não iria querer ser pai, mas eu não sou uma das suas fãs idiotas que fariam qualquer coisa pra ficar com você." Eu não pude evitar as lágrimas não paravam de cair.
Ele me abraçou de novo. Mas em que diabos ele está pensando?!
Eu o empurrei. "O que você pensa que está fazendo?" Ótimo, ele também estava chorando.
Como ele podia ser tão idiota? Eu também gostava dele, e queria ficar com ele. Mas eu não podia fazer isso!
"Eu vou abortar..."
Ele se levantou e começou a procurar alguma coisa. Pude vê-lo voltando com um espelho e colocando-o na minha frente.
"O que você está fazendo?"
"Como se luta contra a Medusa?"
Eu olhei meus olhos no espelho. "Vai se fuder Oliver!! Você acha que eu quero isso? Eu queria poder ter esse filho com você, mas não tem outro jeito!"
Ele abaixou o espelho. "Então aborte." E então sorriu.
Ele devia estar louco! Mas eu não queria mais discutir, não aguentava mais aquilo, só queria voltar pra casa...
"Quero ir pra casa..."
"Ok..."
POV Ashley
Corre, corre, corre! Eu tenho que chegar lá o mais rápido possível. A sarah já tinha deixado a porta aberta pra mim, foi só subir as escadas.
"Aya precisamos conversar." Mas afinal o que aconteceu? Ela parecia estar morta.
"Não é uma boa hora Ashley." Ela me chamou pelo nome e estava séria. Mau sinal, mas eu tinha que falar com ela!
"Nunca é uma boa hora. Eu realmente preciso conversar com você."
Ela olhou pra mim e percebeu que eu estava séria. "Ok, diga."
"O que aconteceu entre você e o Oli?"
Ela mudou sua expressão drasticamente, agora parecia estar confusa e com medo ao mesmo tempo. "Por que você acha que tem algo entre nós?"
"Onde você estava àquela noite e onde você estava hoje?" Tive de pressioná-la.
Ela afundou seu rosto nas mãos e começou a chorar. Eu não fazia a mínima ideia do que tinha acontecido, essa cena me apavorou. Queria abraçá-la e dizer que estava tudo bem, mas eu não sabia por que ela estava assim.
"Me perdoa Ash."
"Pelo quê?"
"Só... Me perdoa, por favor..." Sua voz estava tão submissa... Eu queria dizer que sim.
"Ay, se eu não souber o que é, eu não posso..."
"Eu estou grávida Ash."
O QUÊ?! MINHA Aya grávida?! O que aquele desgraçado fez com ela?! Eu juro que vou matá-lo. "Foi tudo culpa daquele Oliver não foi?!"
Ela balançou a cabeça. "Não, eu também quis." Isso doía. "Eu não sei o que fazer Ash."
As lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto. Eu também não sabia o que fazer. Mas não podia deixá-la sozinha.