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Saturday, 9 October 2010
Friday, 8 October 2010
Novo membro
Hoje tem um novo membro no blog, Douglas.
Não vamos escrever juntos, são histórias distintas, apenas por praticidade estamos usando o mesmo blog.
Então, por favor leiam a história dele também.
E por favor se gostaram comentem, comentem mesmo.
Qualquer um pode comentar, eu desbloqueei essa opção.
Senão, não sabemos se gostaram da história se podemos continuar ou não.
Obrigada e sejam bonzinhos com ele, rç.
O Cobrador
Capitulo 1º - Apresentação
Faz alguns dias eu trabalhava na área de vendas de seguros, visitava a casa das pessoas e convencê-las de que era importante ter na vida uma maneira de prevenir que seus filhos e cônjuges ficassem sem amparo após sua morte. Hoje eu trabalho em outro setor. Hoje eu faço cobranças. Quando alguém não paga meus superiores, eu tenho que ir ate suas casas e “conversar” com elas. No meu antigo emprego, eu só queria que as pessoas comprassem os seguros, hoje eu quero que elas recebam o direito aos seguros. Faz um tempo, eu era um cara normal, sem muitos amigos, que trabalhava mais do que ficava em casa. Não tinha tempo pra fazer muita coisa, que alias não era um problema pra mim, afinal não tinha amigos. Hoje em dia eu agradeço por não ter amigos.
Antes era apenas um homem comum, hoje eu sou alguém que com certeza eu temeria caso encontrasse na rua. Na verdade devo dizer que nem mesmo acreditaria que algo assim existe antes de realmente ver um...
Mas deixe-me contar direito esta historia.
Era uma noite quente de julho, eu estava voltando para o meu apartamento logo após fazer a minha ultima venda da noite. Estava feliz, pois o dia tinha sido muito proveitoso, três vendas em um só dia, era de mais. Eu poderia fazer igual aos meus colegas de trabalho e sair pra “bebemorar”, mas eu não tinha amigos, mas eu não tinha amigos e nem namorada, então só me restava voltar pra casa e no Maximo beber antes de dormir. Mas eu decido fazer diferente, iria ate um bar, e compraria uma garrafa de alguma bebida que eu não tivesse em casa, afinal era algo especial, três vendas em um dia me fariam ficar mais perto daquela promoção que eu tanto esperava.
Foi lá que eu vi Vanessa, a mulher que me fez ser o que sou hoje. Vanessa é uma linda morena de cabelos cacheados com lábios carnudos e um corpo incrível. Pra dizer a verdade eu ate hoje não sei o que ela viu em mim. Mas ela viu algo em mim que nem mesmo eu vi.
Vanessa me apresentou coisas na vida que eu nunca imaginei ver. Ate o dia que finalmente ela me mostrou como havia conhecido tudo aquilo. E ela me mostrou de uma maneira muito intima de uma maneira que ninguém iria acreditar. Ela não só me apresentou, ela me levou ao mundo que ela vivia e que ela conhecia e me mostrou como viver nele, como sobreviver em um mundo que com certeza não iria me receber de braços abertos, mas que iria abrir caminho para que eu abraçasse o mundo de uma maneira incompreensível para os outros.
Mas voltando ao tempo atual. Eu estou aqui para mais um trabalho, mais um maluco decidiu que não iria pagar aos meus chefes. E aqui estou eu. Batendo em uma porta, de alguém que eu jamais vi, e que possivelmente não vai ver mais ninguém caso decida não pagar.
Fui atendido, me apresentei, e finalmente fui recebido com o xingamento de praxe. Então eu tive que fazer o que eu aprendi... Quando não me atendem, eu me convido e entro.
E foi justamente o que eu fiz.
Os moradores se surpreenderam, afinal eu continuo com a mesma cara que eu tinha quando conheci Vanessa, a mesma cara de otário que não tem amigos. Mas quando eu mudei, eles souberam quem haviam me enviado...
Matei os cinco primeiros, e esperei que o sexto me mostrasse onde estava o dinheiro.
Tive que forçar um pouco, depois de quebrar o braço direito dele, foi fácil ele me dizer, onde estava o dinheiro. Difícil foi ele querer ir ate lá comigo. Daí eu quebrei o outro braço só pra garantir que ele não iria ligar pra ninguém. Depois eu fui ate o tal quarto que ele havia me descrito. Quando cheguei fui recebido com uma salva de tiros, o que seria uma honra se não tivessem ido pra cima de mim.
Tive que matar mais três por causa desta rebeldia...
Neste momento eu percebi uma coisa: não poderia tocar no dinheiro dos meus chefes todo ensangüentado como eu estava. Procurei no armário e encontrei umas roupas que serviriam bem ate a hora que eu chegasse à minha casa.
Peguei o dinheiro, coloquei dentro da bolsa esporte que eu normalmente trago para as cobranças, e voltei para a sala. Foi então que percebi que estava com fome. Procurei em todos os cantos, e encontrei o cara que eu tinha quebrado os braços, ele tinha rastejado uns quatro metros, mas não tava agüentando muita coisa. Peguei-o com a mão vazia, levantei-o pelo pescoço, e o informei que ele não iria passar daquele dia...
Tive que me limpar com cuidado para não sujar a roupa que havia acabado de pegar.
Fui para o ponto de encontro com o recebedor, para entregar o dinheiro e pegar a minha parte. Exato, eu jamais vi os meus chefes. Logo que eu cheguei, apesar da multidão, eu o localizei, fiz um sinal que só ele pudesse ver, tirei a minha parte, e deixei a bolsa no chão, para quando eu me afastasse, ele pudesse pega-la...
Ninguém saberia o que havia dentro da bolsa, ninguém iria conseguir alcançar a bolsa antes de eu ir embora e ele pega-la.
Nos vampiros tínhamos as nossas maneiras de nos comunicar sem que o resto do mundo nos percebesse, e eu percebi isso faz uns 3650 dias, quando a Vanessa me apresentou o seu mundo...
Sunday, 3 October 2010
Capítulo 19
A minha vida estava perfeita de novo. Álcool, mulheres. Eu já estava na Europa em turnê. Estava tudo ótimo.
"Ei, gostoso. Para de beber um pouco e vem pra cá! Ou melhor, não precisa parar de beber, traz pra cá."
"Já estou indo!" E essa garota nova, ela era gostosa, bebia tanto quanto eu, fumava, fazia tudo o que queria. Era perfeita.
Mas então por que eu ainda não conseguia tirar aqueles olhos da minha memória? Já faziam meses e nada tinha mudado.
Era sempre a mesma coisa. Eu fazia a mesma coisa dia após dia e mesmo assim, nada.
Já não sabia dizer se isso me irritava ou se fazia isso penetrar mais fundo na minha mente.
"Cadê você?"
"Estou aqui." Bem, se não conseguiu esquecer. Tente de novo, e de novo.
POV Tom
"Alô?"
"Oi."
"Tom? O quê você quer? Eu estou meio ocupado agora. 'Desliga isso' Espera."
"Garota nova? Enfim não importa. Eu não vou poder ir junto com a mãe na turnê."
"Por quê? *risos*"
"Estou no Brasil."
"O quê? 'Ai! ' Fazendo o quê?"
"Indo pra uma clínica de aborto."
"Quê? Mas ela não..."
"Eu não tive nada a ver com isso. Só vim aqui para dar apoio moral."
"Boa sorte. Bem, eu vou voltar ao que eu estava fazendo. 'Cadê o resto? '."
Filho da mãe, não ligou nem um pouco. De qualquer jeito, eu tinha de chegar lá.
POV Aya
Era agonizante ter de esperar tanto tempo.
Eu só queria que isso acabasse logo.
E depois desse tempo todo, mesmo depois de tanto esforço.
Eu não conseguia tirar aquele sorriso da minha cabeça.
Ele ainda era tudo o que eu pensava.
Às vezes eu até conseguia dormir, acho que estava me acostumando.
"Ash! Vamos logo!"
"Tá bom já estou indo."
Como ela demorava. Ainda ia demorar mais um século, eu já sabia.
POV Oliver
"How do you say goodbye, when you’ve hardly said hello? We’re young and in love, heart attacks waiting to happen, so come on closer. " 'Você é tudo'.
"Tell me it's all in our heads. We’re young and in love, heart attacks waiting to happen" Não parava de pensar nisso.
"So come a little closer, tell me those three little words."
E ainda tinha que cantar essa música. Essa era a gota d'água.
Larguei o microfone e corri. Só consegui escutar vaias atrás de mim, mas eu não tinha tempo. Tinha que chegar ao Brasil o mais rápido possível.
Obs: A tradução do trecho da música é:
"Como se diz adeus, quando você mal disse olá? Nós éramos novos e estávamos apaixonados, o ataque do coração esperando para acontecer, então chegue mais perto."
"Me diga que está tudo em nossas cabeças. Nós éramos novos e estávamos apaixonados, o ataque do coração esperando para acontecer."
"Então chegue mais perto, me diga aquelas pequenas três palavras."
Friday, 1 October 2010
Capítulo 18
"O que isso quer dizer?"
"Quer dizer que isso pode ser mais grave do que parece. Eu não sou médico não sei dizer o que exatamente, mas..."
Meus olhos já estavam cheios d'água. "Mas o quê?!"
"Bem..." Ele disse pausadamente. "Ela pode perder o filho."
Pela primeira vez, senti minhas pernas falharem, eu senti o ar escapando dos meus pulmões.
Eu cai numa das cadeiras, enquanto as lágrimas rolavam pelo meu rosto.
Eu não conseguia fazer mais nada além de olhar pra ele e esperar que ele disesse que era mentira.
Todos os últimos dias pareciam todos vindos de um pesadelo terrível, do qual eu queria acordar o mais rápido possível, mas não conseguia.
Ele apenas me olhava com uma cara de dor, não sabia o que dizer.
Eu fiquei do mesmo jeito até o médico chegar.
“Hitch?! Aya Hitch!" Eu corri o mais rápido que minhas pernas podiam pra me botar de frente pra ele.
"O que aconteceu? Ela está bem?" Ele parecia assustado, mas eu não ligava era a minha Aya.
"Desculpe mas ainda não sabemos informar direito, teremos que fazer mais alguns testes..."
"Vocês demoraram esse tempo todo. E não fizeram a porra dos testes?!"
O Tom me segurou pelos ombros. "Ash! Se controle! Não é culpa dele! Desculpa doutor."
"Tudo bem. Eu entendo."
"Quanto tempo vai demorar para esses testes serem feitos?"
"Eu não sei, vai depender..."
POV Tom
"Eu posso apressar as coisas?" Eu tinha que fazer alguma coisa. Aquele hospital estava lotado e eu sabia que eles iriam demorar muito mais que o necessário.
"Como assim?"
"E se eu te pagar pra fazer logo os testes?"
Ele me puxou para longe das pessoas. "Depende de quanto estamos falando."
"Quanto você quiser. Só faz logo a porcaria desses testes."
"Tudo bem. Eu vou providenciar."
Eu sabia que iria sair caro, mas não me importava. Eu só queria saber se estava tudo bem o mais rápido possível.
Mas que porra! Maldito celular.
"Você não vem? Vai ficar com a lésbica?" Ele riu do outro lado da linha.
"Oliver eu não estou numa boa hora para brincadeiras."
Ele fez silêncio. "O que aconteceu?" Ele estava preocupado, ao menos alguma descência ainda.
"Eu estou no hospital."
"Hospital?! O que você está fazendo aí? O que houve? Você está bem?"
"Eu estou. A Aya pode não estar."
"Oli? Oli!"
"O que houve?"
"Ela desmaiou."
"E o que tem demais nisso?"
"Ela pode ter perdido o filho, seu idiota!"
"Bem, acho que é menos trabalho pra mim."
"Você é mesmo tão cretino assim?"
"Acho que sim."
"Por que não continua logo a sua turnê e se distrai com algumas garotas?" Disse com ironia.
"Só por que você insistiu." O telefone ficou mudo.
Eu não podia acreditar mesmo. Eu sei que era o Oli, mas ele teria vindo aqui, ao menos pra saber se ela estava bem. Eu realmente nunca quis tanto bater nele.
"Tom."
"Han? O quê foi?"
"Vai demorar muito?"
"Não, eu dei meu jeito." E sorri, ela ainda estava muito abatida.
"Ok." E sentou no seu lugar, ela parecia um robô.
E eu não podia fazer nada. Estava de mãos atadas, só me restava esperar.
POV Ashley
Eu tive de esperar as três horas mais agonizantes da minha vida.
"Hitch?" Eu corri de novo pra frente dele.
"Está tudo bem com ela." Ele sorriu e ela estava vindo pelo corredor.
Eu nunca me senti tão aliviada.
"Ay!" Eu corri e a abracei. "Eu fiquei tão preocupada." Eu estava chorando de novo.
"Eu estou bem Ash." Ele me afastou e sorriu pra mim. Eu a vi eu sabia que tudo estava bem.
Nossas vidas finalmente voltariam ao normal, ou quase. E eu não teria mais que me preocupar com o Oliver.
Nós daríamos um jeito e ela estaria comigo, só comigo.
"Eu te amo Ay."
Ela me abraçou. "Eu também te amo Ash." Esse era o meu final feliz.
Capítulo 17
Isso vai acabar hoje. Eu vou continuar a merda da turnê. Estou livre pra encher a cara e fuder o quanto quiser. É, isso devia resolver as coisas.
'Você é tudo'. O que mais dói é lembrar aqueles olhos dizendo isso. E mais ainda saber que poderia existir outro par deles, se eu não fosse tão egoísta.
Mas eu era. Fazer o quê?
E do que importava, eu já estava indo embora. Daqui a alguns dias eu já teria esquecido. Estaria namorando com alguma garota mais gostosa.
Estaria... Feliz. Era isso, adeus Aya.
POV Tom
"E então?"
"O que te faz pensar que eu iria querer qualquer um dos dois?"
Por essa eu não esperava. "Você não vai querer o melhor pro seu filho? E vai me dizer que você não gosta dele? Qual é Aya, eu entendo que você não queira ficar com ele, mas não que você diga que não goste dele."
"Eu não gosto dele, ok?! E eu não preciso de nenhuma ajuda, se eu resolver assumir, isso é problema meu, e você não tem nada a ver com isso!" Seus olhos estavam cheios de lágrimas.
"Eu não quis dizer..."
"Não, é claro que não. Isso é de família?"
"Claro. E isso é por que você não gosta dele."
"Vai se fuder!" Ela estava chorando tanto, e eu podia jurar que nunca senti tanta vontade de bater nele.
"Aya. Ele só é um idiota, mas ele quer a mesma coisa que você. Eu sei disso."
"Ele quer se matar? Por que eu quero que ele morra."
Acho que eu nunca vi uma garota tão brava por causa dele. "Ele não deve querer morrer, mas como ele age, parece que sim."
"Do que você está falando?"
"Tenho certeza de que agora ele pretende beber, fumar e fuder como se não houvesse amanhã. Ele só espera o dia seguinte pra fazer sempre a mesma coisa. Chame do que quiser, mas pra mim isso não é viver."
POV Aya
Aquelas palavras realmente bateram fundo em mim. Acho que era impossível eu sentir mais dor do que estava sentindo. Eu queria chorar, mas minhas lágrimas não caíam mais.
"Por que ele não se mata logo? Faria um favor pra todo o mundo."
"Acho que você tem razão. Eu vou falar com ele." Han? Ele estava mesmo falando sério?
"Você não vai fazer isso."
"Eu sou o irmão dele, tenho de dar bons conselhos. Mas se isso não adiantar, ele tem de fazer o que é melhor pra si."
"Ele é seu irmão!"
"Eu seu disso."
"Então como você vai simplesmente pedir pra quê ele se mate?"
"Dizendo, mas não faz diferença pra você."
Eu estava errada, podia doer mais. "Ótimo, faça isso."
"Foi bom conversar com você Aya."
"Não posso dizer o mesmo. Adeus Tom."
"Adeus Aya." Ele disse enquanto entrava no carro.
Eu sabia que ele não iria fazer isso. Mas ainda isso me preocupava e dóia cada vez mais.
Eu só queria...
POV Ashley
"Alô?"
"Ash, é o Tom."
"Preciso que você venha pro hospital agora."
"O quê?! Aconteceu alguma coisa? O que é que houve?"
"A Aya desmaiou."
"Por quê?"
"Não sei."
"Mas ela está bem?"
"Não sei, o médico ainda não disse nada."
"Levaram ela pra emergên..." Eu sei que não devia ter desligado na cara dele, mas eu tinha que correr.
"Tom!"
"Ash."
"Já teve notícias?"
"Não."
"Tá o que você estava dizendo quando eu desliguei?"
"Levaram ela pra emergência."
"Mas por que emergência? Ela só desmaiou."
"Eu sei, eles levaram ela pra emergência depois que eu disse que ela estava grávida..."
Capítulo 16
Não sei se foi idiotice ter dito a Aya que nós poderíamos cuidar da criança e aceitar isso.
Mas pelo menos ela me contou né? Mas eu não podia deixar ela tirar a vida de alguém que nem nasceu.
E era dela, vinha dela. Isso me deixava um pouco mais feliz, nós nunca poderíamos ter uma filha. Pelo menos não até a ciência avançar bastante. E isso se nós ficássemos juntas por tanto tempo...
O que eu estava pensando agora? Ela teria um filho e nós cuidaríamos dele, é claro que nós ficaríamos juntas!
Mas será que ela ainda gosta de mim? Ou pior, será que ela gosta dele?
Me revirava o estômago só de pensar nisso. Eu pulei de susto. Merda! Era só meu celular tocando.
"Alô?"
"Oi, Ash." Era o Tom, ele estava com a voz triste.
"O que foi Tom?"
"Eu vou embora hoje."
"Quê? Mas porque você não me disse?"
"Não queria que você reagisse desse jeito. Eu sabia que você faria isso."
"Ah, Tom. Você devia ter me contado. Nós nem aproveitamos nossos últimos momentos juntos."
"Por que você acha que eu estou te ligando?"
"Han? Agora?"
"Sim." Ele riu.
"Quando?"
"Estou na sua porta." Eu olhei pela janela.
POV Tom
Eu acenei pra ela. Ela me fez um sinal pra esperar e em cinco minutos já estava na minha frente.
"Vamos?"
"Agora."
Eu só queria conversar com ela, será que ela já sabia? Eu sei que seria ruim se eu fosse embora tendo uma conversa dessas com ela. Mas eu iria me sentir culpado.
Apesar de ainda não ter me decidido direito.
"Pra onde dessa vez?"
"Surpresa."
"Hum... Não gosto muito de surpresas." Eu ri. Quando ela usava esse tom de voz, ela queria dizer o contrário do que estava dizendo.
Eu a levei para o Jardim Botânico.
"Ah, como você sabia que eu gostava desse lugar?"
"Não sabia, era surpresa."
"Que bom, senão não teria tanta graça."
Eu ri. "Você não disse que não gostava de surpresas?"
Ela abaixou a cabeça, eu sabia por quê.
"Ash."
"Quê?"
"Você e a Aya estão bem?"
"Por que está me perguntando isso?" Ela continuava de cabeça baixa.
"Você parece triste, por isso."
"A Aya... Está grávida..." Ufa, ela já sabia. Mas ela não estava tão triste quanto deveria estar se tivesse terminado com ela. "Você sabia?"
"Sabia..."
Ela sorriu. "Não se preocupe, não te culpo por não me contar, eu entendo, ele é sua família."
"E você é minha amiga, na verdade eu queria conversar com você sobre isso. Se você não soubesse eu iria te contar."
"Eu sei. Você sempre é o certo."
"Como assim?"
"Vocês são opostos."
Opostos. "Mas, então o que você fez?" Essa não era hora de falar sobre mim.
"Eu disse à ela pra ter o filho e nós daríamos um jeito."
Não esperava menos do que isso. Eu sorri.
"Você acha que eu sou maluca, né?"
"Não, eu sabia que você faria algo do gênero."
"Isso ainda não responde." Ela suspirou. "Você acha que eu fiz a coisa certa?"
"Essa pergunta quem responde não sou eu."
Ela suspirou de novo. "Eu sei. Mas eu não sei se estou sendo idiota aceitando isso."
"Você a ama não é?"
"Sim."
"Então, é a coisa certa."
Ela sorriu. "Obrigada Tom."
Isso ainda estava longe de acabar, eu sabia.
POV Aya
"Por acaso isso é algum tipo de brincadeira?"
"Han..."
"O que isso estava fazendo na sua lixeira?"
"Eeer..."
"Aya Hitch! É melhor você me dar alguma explicação agora!"
Eu não sabia o que dizer a ela.
"Droga. Alô?"
"Aya desliga esse telefone agora!"
"Aya, tá tudo bem aí?"
"Quem é?"
"É o Tom."
"Aya! Desliga esse telefone!"
"O que você quer?!"
"Conversar com você. Se estiver com problemas aí é só sair de casa, eu estou aqui fora."
Desliguei o telefone.
"Onde diabos você pensa que está indo Aya?"
"Não te interessa! E será que você parou pra pensar que isso pode não ser meu? Será que você é uma mãe tão ruim assim?"
Ela ficou muda. Aproveitei e sai correndo pra fora de casa.
Lá fora eu o vi encostado num Audi.
"O que você quer?"
"Acho que você devia ser mais simpática com quem acabou de te salvar de um confronto familiar."
"O que você quer, fala logo Tom antes que eu perca a paciência."
Ele me fitou por alguns instantes. "É sobre o Oli."
Ai. Só de escutar o nome dele, meu coração apertou. "O que tem ele?"
"Bem, eu sou o irmão dele. Resumindo, eu sei. De tudo."
Droga, eu sei que ele provavelmente deveria saber. Só que isso nunca tinha me incomodado, já que eu nunca pensei que ele viria falar comigo. "O que você quer?" E cruzei os braços.
"Eu só quero te ajudar."
"Me ajudar?"
"Eu posso te ajudar de dois jeitos." Ele numerou com os dedos. "Um! Eu posso ajudar financeiramente, não que o Oliver já não fosse fazer isso, mas dinheiro nunca é demais. E, dois! Eu posso falar com ele."
"Falar com ele?"
"Ele gosta de você, então convencê-lo não vai ser difícil."
E o quê agora?
Capítulo 15
Hoje eu estaria em casa de novo e o Oli continuaria sua turnê. Ele parecia estar normal, até pra mim. Mas algo me dizia que não estava tudo bem.
"Sykes."
"Quê?"
"Está tudo bem?"
"Claro. Por que não estaria?" Ele sorriu. Isso ficava cada vez mais estranho.
"E a garota?"
"Ah, eu confundi as coisas. Era só uma noite." Ele não confundia seus sentimentos. Ou gostava, ou não.
"Hum. E você não a viu?"
"Não." Ele disse tão naturalmente que quase me fez acreditar. Mas eu sabia que era mentira.
"O que me faz lembrar. Aquele dia você disse que estava com a namorada dela. Estava tentando traçar ela?"
"Eu não trairia a Melanie. E como você ficou tão desatualizado. Nós viramos amigos."
Ele gargalhou. "Então, você estava com ela e não conseguiu nada? Você é um mesmo um viado."
Ele realmente parecia ter voltado ao normal. Mas eu ainda não estava convencido. "Oli, eu te conheço. O que você tem?"
"Por que você acha que tem algo errado? Eu já disse que está tudo bem. Eu não preciso de nenhuma garota no meu pé pra estar bem."
Pronto, consegui tirar alguma coisa. Eu ri baixo. "Mas eu não perguntei dela."
Ele me olhou torto. "Mas tinha perguntado antes. Já disse que estou bem. E por que não conseguiu nada?"
"Eu não tentei nada."
"Viu, estamos jogando o jogo da mentira." Filho da mãe.
"Então você mentiu?"
"Sim, e você também. Eu sabia que ia te pegar. Então... Por que não conseguiu nada?"
"Ela gosta demais da Aya e depois que eu percebi isso, realmente não quis mais nada com ela. Ela é uma boa pessoa."
Ele gargalhou de novo. "Se ela não tivesse te rejeitado você a teria rejeitado. E você quis dizer literalmente, né?" Ele riu. "Ela também era bonita, mas a Aya era mais."
Sabia, peguei ele. Óbvio que as duas eram bonitas, mas qualquer um diria o contrário. "Não era não."
Ele parou de fazer as malas e se virou pra mim. "Você é cego?" Ele parecia surpreso, isso realmente me incomodou. "Por que você acha que fiquei com ela?"
Agora ele queria dar uma de machista, pra variar. "Por que ela te chamou a atenção." Dei ênfase no ela.
Ele se virou e continuou fazendo as malas. "Tá legal Tom, você está certo."
"O que foi agora?"
"O que foi o quê?"
"Eu te contei a verdade, agora você tem de me dizer a verdade."
"Eu não disse que iria te contar." Odeio quando ele faz isso.
"Então quer dizer que você admite."
"Admito o quê?"
"Ela não é só uma noite."
"Sim, ela é." Ele disse num tom de convicção. "Agora quer parar de me encher?"
"Você não devia ter dito 'foi'?"
"Han?"
"Você devia ter dito 'Sim, ela foi'. Você disse, ela é. Você faria de novo."
Ele se virou bravo pra mim. "O quê você quer de mim?"
"A verdade."
"Por que você está fazendo isso?"
"Isso o quê?"
"Eu estou tentando esquecer isso tudo. Você não está ajudando." Ele estava mesmo bravo.
"Esquecer o quê exatamente?"
Sua expressão mudou de repente. "Você quer ser tio agora Tom?" Han?! Ele não fez isso!
"Han? Como assim?"
"Ela está grávida. Eu não posso lidar com isso agora."
"Você não precisa lidar com isso agora. Já que você fez isso, podia pelo menos mandar pensão à ela. É o mínimo que você pode fazer."
"O quê você pensa que eu sou? Eu já ia fazer isso." Então ele tinha cogitado a possibilidade de assumir.
"Por que não?"
"Eu não tenho tempo. E além do mais, ela já vai abortar." Ele se virou e continuou fazendo as malas.
"O quê?! E você vai deixar ela fazer isso?"
"Eu disse pra ela fazer isso." Ele estava mesmo pensando?
"Por que, você tem ideia do que isso implica. Você vai estar tirando uma vida!"
"Eu sei, porra! Você acha que isso não dói mais em mim, do que em você?"
"E desde quando você se importa com isso?" Eu disse um tom bravo. "Isso não faria nenhuma diferença pra você, por que agora você parece se importar, com um filho e com os sentimentos de uma garota que você conheceu à pouco mais de uma semana?"
"Desde que ela apareceu! Você queria a verdade? É essa! Agora será que dá pra você dar o fora daqui?!"
"Tudo bem." E sai. Ele tinha mesmo sido pego. Mas o que eu podia fazer? Ele era muito cabeça dura, e se eu tentasse algo magoaria a Ashley. Odeio me sentir um inútil.
POV Aya
Minha vida estava mesmo um inferno. Quem iria imaginar que apenas uma música mudaria a minha vida pra sempre.
Eu teria de contar tudo pra minha mãe. E eu que ficava me perguntando como contaria pra ela que namorava uma garota. 'Ah, eu estou grávida do Oliver e vou morar com a Ash, minha namorada ok?'. Definitivamente era uma péssima abordagem.
A Ash disse que eu poderia ir morar com ela e nós tomaríamos conta da criança. Afinal não poderíamos ter uma mesmo. E como a avó dela envia dinheiro pra ela poder sustentar a casa e sobra, era só termos algum trabalho e conseguiríamos passar por tudo.
Mas eu ainda me perguntava o que era certo. Quer dizer, nada me parecia certo. Nada do que eu fiz desde o início pareceu certo. Por que agora minha vida inteira parecia tão horrível?
Sentia como se eu fosse uma prostituta e todo mundo parecia me olhar torto. Talvez fosse só paranóia minha.
Eu ainda tinha de decidir o que eu iria fazer.
Acho que eu me mataria, tornaria tudo mais fácil. Essa seria minha solução se uma vida não estivesse crescendo dentro de mim.
Isso me fazia pensar nela e não em mim. Me doía pensar na possibilidade de matá-la. Argh doía só de pensar nessa palavra, matar.
Acho que eu vou ter esse filho. Eu e a Ash damos conta disso. Assim eu espero.
Só espero que as coisas não virem de pernas pro ar de novo. Acho que eu não aguentaria.
Agora eu só podia pensar nessa vida. Uma coisinha que devia ser do tão de um grão de arroz crescendo dentro de mim, até ficar grande.
"Aya!" Minha mão me tirou dos meus pensamentos.
"Já vou mãe." Desci correndo as escadas. "O quê foi mãe?"
"Aya Hitch! Pode me dizer o que significa isso?" Como eu pude ter esquecido de ter jogado o teste fora num lugar onde ela não poderia ver. É, dessa vez eu estava mesmo fudida.
Capítulo 14
Ok Ashley, coragem. O Tom tem razão, eu preciso falar com ela logo, quanto mais eu esperar, mais eu vou remoer isso até não aguentar mais e explodir.
Merda! Pára de chorar!
Eu preciso falar com ela. Eu engoli o choro e disquei os números o mais lentamente possível.
"Alô?"
"Oi, Sarah é a Ashley" Ela fez silêncio do outro lado da linha, eu só a chamava pelo nome quando era algo sério.
"A Aya não está." Como assim ela não estava?!
"Você sabe pra onde ela foi?"
"Hum. Não, a campainha tocou e ela saiu correndo. Ela deve ter saído com alguém, mas não deu tempo de ver com quem era."
Por que será que eu sabia que ele estava no meio de novo? "Obrigada Sarah."
"Quer que eu diga que você ligou?"
"Não, obrigada."
"Tá então..."
"Você pode me fazer um favor?"
"... O quê?"
"Quando ela chegar você pode me ligar?" Ela fez uma pausa do outro lado da linha, devia estar tentando entender o que eu estava querendo fazer.
"Claro. Vocês brigaram?"
"Não. Mas eu acho que ela está me escondendo algo."
"Sabe, eu tenho pensado a mesma coisa. Ela anda tão estranha nessa última semana. Tem certeza que você não sabe de nada?"
E de novo aqueles pensamentos começaram a me atormentar. "Eu tenho uma ideia."
"Será que tem algo a ver com aquele show? Talvez ela tenha conhecido alguém... Pra dizer a verdade, acho que ela está apaixonada."
Pronto! Esse era o fim. Ela realmente gostava dele...
As lágrimas começaram a aparecer em meus olhos. Tá Ashley se controla! "Pode ser... Mas eu quero conversar com ela."
"Ok, já entendi. Te ligo quando ela chegar. Boa noite Ashley."
"Boa noite Sarah."
Droga, ela sumiu de novo e eu sabia que era com ele. Chega de covardia! Dessa vez a Ay vai ter de me ouvir.
POV Oli
Eu não conseguia falar, havia um nó em minha garganta, vários pensamentos percorriam a minha cabeça ao mesmo tempo.
Como isso foi acontecer?! Quer dizer, óbvio que eu já havia me descuidado antes. Mas isso nunca aconteceu, ao menos, não que eu procurasse saber.
O que eu devia fazer agora? Estava claro que eu gostava dela, mas eu a amava? E, o quê? Eu deveria ter um filho?!
"Oli!" Ela gritou e seus olhos também estavam cheios de lágrimas.
Como eu não conseguia falar eu só a abracei. Ela ficou chorando no meu peito por uma hora, até se acalmar um pouco. Eu tinha de falar alguma coisa, mas quando eu falo em horas com essa, eu digo o que penso. Não queria dizer nenhuma besteira.
O que eu digo? Eu te amo.
"Não posso ser pai agora. nem quero." Meerda, eu sabia que não devia ter aberto a boca.
Ela me empurrou. "Vai se fuder!" Era horrível vê-la chorando e saber que era por minha culpa.
"Acha que eu não sei disso? Eu sei que você não quer ser pai. Mas eu também não queria ser mãe agora. Por isso eu não queria sair com você hoje. Você iria pra casa, iria esquecer essa história toda. Eu iria abortar e tudo ficaria bem."
Abortar?! Eu não queria ser pai, mas isso doeu mais do que tudo que ela já disse. Eu queria dizê-la pra ficar com a criança, que nós iríamos dar um jeito. Mas eu sabia que iria me arrepender depois. Eu me conhecia.
Queria mais do que nunca obedecer àqueles olhos, com a mesma intensidade que queria voltar correndo pra casa.
Eu tinha que fazer uma decisão, e rápido. "Aborte."
"O quê?!" Ela ficou muito brava. "Eu tinha mesmo razão no fim das contas. Eu fui só uma noite. Sabia que te contasse isso você iria correr, só não esperava que fosse tão rápido."
POV Aya
Porra! Eu sabia que isso ia acontecer. Então por que doía tanto?
"Eu não menti, eu gosto de você. Mas não posso ter um filho agora."
"Claro, eu entendo." Disse com ironia.
"Se não fosse por isso, nós poderíamos ficar juntos." Ele era mesmo um filho da puta, disso eu já sabia. Mas isso doeu ainda mais.
"Eu não vou abortar e ficar com você! Eu sabia que você não iria querer ser pai, mas eu não sou uma das suas fãs idiotas que fariam qualquer coisa pra ficar com você." Eu não pude evitar as lágrimas não paravam de cair.
Ele me abraçou de novo. Mas em que diabos ele está pensando?!
Eu o empurrei. "O que você pensa que está fazendo?" Ótimo, ele também estava chorando.
Como ele podia ser tão idiota? Eu também gostava dele, e queria ficar com ele. Mas eu não podia fazer isso!
"Eu vou abortar..."
Ele se levantou e começou a procurar alguma coisa. Pude vê-lo voltando com um espelho e colocando-o na minha frente.
"O que você está fazendo?"
"Como se luta contra a Medusa?"
Eu olhei meus olhos no espelho. "Vai se fuder Oliver!! Você acha que eu quero isso? Eu queria poder ter esse filho com você, mas não tem outro jeito!"
Ele abaixou o espelho. "Então aborte." E então sorriu.
Ele devia estar louco! Mas eu não queria mais discutir, não aguentava mais aquilo, só queria voltar pra casa...
"Quero ir pra casa..."
"Ok..."
POV Ashley
Corre, corre, corre! Eu tenho que chegar lá o mais rápido possível. A sarah já tinha deixado a porta aberta pra mim, foi só subir as escadas.
"Aya precisamos conversar." Mas afinal o que aconteceu? Ela parecia estar morta.
"Não é uma boa hora Ashley." Ela me chamou pelo nome e estava séria. Mau sinal, mas eu tinha que falar com ela!
"Nunca é uma boa hora. Eu realmente preciso conversar com você."
Ela olhou pra mim e percebeu que eu estava séria. "Ok, diga."
"O que aconteceu entre você e o Oli?"
Ela mudou sua expressão drasticamente, agora parecia estar confusa e com medo ao mesmo tempo. "Por que você acha que tem algo entre nós?"
"Onde você estava àquela noite e onde você estava hoje?" Tive de pressioná-la.
Ela afundou seu rosto nas mãos e começou a chorar. Eu não fazia a mínima ideia do que tinha acontecido, essa cena me apavorou. Queria abraçá-la e dizer que estava tudo bem, mas eu não sabia por que ela estava assim.
"Me perdoa Ash."
"Pelo quê?"
"Só... Me perdoa, por favor..." Sua voz estava tão submissa... Eu queria dizer que sim.
"Ay, se eu não souber o que é, eu não posso..."
"Eu estou grávida Ash."
O QUÊ?! MINHA Aya grávida?! O que aquele desgraçado fez com ela?! Eu juro que vou matá-lo. "Foi tudo culpa daquele Oliver não foi?!"
Ela balançou a cabeça. "Não, eu também quis." Isso doía. "Eu não sei o que fazer Ash."
As lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto. Eu também não sabia o que fazer. Mas não podia deixá-la sozinha.
Thursday, 30 September 2010
Às pessoas que gostaram.
Capítulo 13
POV Ashley
Aquelas palavras do Tom não paravam de ecoar na minha cabeça. Será que ele estava certo? Ele queria me dizer alguma coisa?
Eu não sei, eu não sabia o que pensar. Doía só de pensar na possibilidade da Aya ter mentido pra mim. Mas ele podia estar certo.
Eu senti um calafrio percorrer a minha espinha.
Eu precisava falar com alguém.
"Alô?"
"Ash? Você tá aí?"
"Estou." Eu disse já chorando.
"O que houve?!"
"Eu estava pensando no que você me disse. E você pode estar certo."
"Você já falou com ela?"
"Não. Eu não tenho coragem."
"Coragem pra quê?"
"Eu tenho medo de escutar da boca dela que isso é verdade. Eu não quero perdê-la."
"Eu entendo. Mas você vai ter que falar com ela, mais cedo ou mais tarde."
"Que seja mais tarde."
"Ash... Isso só vai te machucar mais. Agora que vocês fizeram a primeira vez, quanto mais vocês fizerem, mais você vai se envolver."
"Eu sei tá legal, Tom? Eu sei disso. Mas eu acho que prefiro deixar as coisas como estão do que enfrentar ela. Iria doer mais do que qualquer outra coisa."
"Eu entendo, o Oli também se sente as..."
"O quê? O que tem ele?" Meu choro amenizou um pouco. Eu sei que ele tinha dito sem querer, mas ele tinha de me dizer.
"Han..."
"Tem a ver com a Ay não tem? Eu preciso saber Tom!"
"Não, não tem nada a ver com ela. É só que... Ele está passando por algo parecido."
"Tom, se eu descobrir que você está mentindo pra mim..."
POV Tom
Droga, o que fazia agora? Se eu não disesse, se isso viesse à tona, ela me odiaria. Mas se eu disser estarei traindo meu irmão.
Não, não posso contar. Não agora.
"Tom!" Droga.
"Eu já disse que não tem nada a ver a Aya. Você está paranóica."
Ela continuava chorando do outro lado da linha. "Desculpa por ter surtado."
"Tudo bem Ash, só que você tem que falar logo com ela, se você está assim só por que está pensando nisso, se isso for verdade. Eu tenho medo de como você pode reagir."
"Eu sei, também pensei nisso. Mas, não irei falar com ela por enquanto. vou tentar me preparar um pouco."
"Tudo bem, só não demore demais ok?"
"Tá, obrigada Tom."
"Não me agradeça, eu sou amigo."
"Obrigada de novo, eu vou desligar."
"Ok, vê se melhora." O telefone ficou mudo.
Droga, cada vez eu sentia mais, que minha intuição estava certa. E que ela ia se machucar feio.
Eu só esperava que o Oli tomasse um pouco de juízo dessa vez. Não se tratava só dele.
POV Oli
"Oi, será que a gente podia sair hoje?"
"Não, e por que você quer sair comigo? Não encontrou outra garota disponível?"
E de novo as palavras dela. Por que ela estava sendo tão rude? "Não, eu não procurei outra garota. Eu quero ver você." Dei ênfase no você. Droga, por que eu estava falando assim?!
Ela continuou em silêncio. "Não aceito um não como resposta."
"Tudo bem." Isso!
"Te vejo daqui à 10 minutos."
"10 minu..." A escutei gritando do outro lado da linha, mas eu já havia desligado e tinha que correr.
Não sei porquê eu resolvi fazer isso. Eu só sabia que eu tinha de vê-la, mas não tinha ideia do que fazer. Pelo menos eu sabia onde levá-la.
POV Ashley
Escutei a campainha e desci correndo as escadas.
"Oi."
"Oi." Eu disse respirando rápido.
"Está tudo bem?"
"Não, alguém disse que ia chegar aqui em 10 minutos, e eu não estava nem um pouco arrumada." Dei ênfase no alguém.
"Parece que agora está. Vamos?" Ele sorriu, pronto já era.
Ele já estava dirigindo há 40 minutos e nada de chegar a algum lugar.
"Pra onde você está me levando?"
Ele sorriu. "É surpresa."
Até que finalmente o carro parou. Era um lugar escuro e cheio de mata densa em volta. Que lugar era esse? Ele estava tentando me estuprar?
Tá tudo bem que isso pareceu um pensamento estúpido depois de tudo. Mas o lugar era muito estranho.
Andamos por uns 10 minutos e eu consegui avistar uma cabana. E aquilo não parava de ficar mais sinistro.
"Aqui."
O lugar estava todo iluminado com velas. Não podia deixar de notar que na verdade, era bem romântico.
"Então o que você quer de mim exatamente?"
"Conversar." Ele apontou o sofá pra mim e se sentou do meu lado.
"Diga." Ele parecia procurar palavras.
"Eu não consigo parar de pensar em você." Ele me olhou sério. Droga, eu não queria ter escutado isso.
"E o que você quer que eu faça?" Ele pareceu confuso e triste.
"Você, não sente a mesma coisa?" Agora ele só parecia triste. O que eu deveria dizer? Sim.
"Não... Desculpa, mas eu amo a minha namorada." Ele abaixou a cabeça.
"Eu não consegui não pensar no que aconteceu aquele dia. Eu tentei beber e sair com algumas garotas. Mas eu não consegui olhar pra nenhuma delas."
Ele ficou mudo. "O quê você está tentando me dizer?"
"Eu não consigo mais olhar pras outras mulheres. Eu não paro de pensar em você. E terminei com a minha namorada."
O quê?! E mais essa agora. "Por quê?!"
"Eu gosto de você! Merda! Será que ainda não deu pra perceber isso?!" Eu realmente estava fudida.
"Por que raios você terminou você terminou com a Amanda? O que te fazia pensar que eu ficaria com você?"
Os olhos dele encheram de lágrimas. Caralho, o que eu fiz.
"Por que você parecia demonstrar o mesmo! E eu terminei com ela por que eu não gostava dela, eu só pensava nela sentindo culpa, por estar gostando de outra pessoa e ainda estar namorando com ela!"
"Mas que! Droga, Oli!"
"Não é minha culpa!"
"Sim é sua culpa!"
"O quê?! E como poderia ser?"
"Eu estou grávida!"
Wednesday, 29 September 2010
Capítulo 12
POV Ashley
Ah, eu devo ser a garota mais sortuda do mundo! A garota mais perfeita do mundo inteiro era só minha!
Eu estava tão feliz que estava dando bom dia até pra minha mobília. Eu a amava tanto. E agora tinha certeza que ela sentia a mesma coisa.
Era tão bom poder dizer isso a mim mesma. Aquele toquezinho irritante começou.
"Alô?"
"Oi Ash, vamos sair hoje?"
"Claro!"
"Nossa, qual o motivo de tanta felicidade? Ah, esquece, já sei, Aya."
"Como você sabe?"
Ele gargalhou do outro lado da linha. "Por que sempre é sobre ela."
"Hum... Mas então que horas?"
"Agora!"
"Ok, Srt. Apressadinha."
"Blé, até daqui a pouco." E eu desliguei.
Eu realmente estava ansiosa pra vê-lo, atualmente ele era o mais próximo de melhor amigo que eu tinha.
Mal podia esperar pra contar tudo pra ele.
POV Tom
"E então senhorita? Qual o motivo especial pra essa felicidade toda?" Eu sorri.
Ela estava em êxtase, era realmente perturbador ver ela daquele jeito. Quer dizer, eu era seu amigo e ficava feliz por ela.
Mas eu também sabia o que tinha acontecido entre a Aya e o Oli, e também sabia como ele estava por causa dela. Será que ela não ligava pra ele?
"Hey, presta atenção em mim!"
"Ah, foi mal. Fale!"
"Nós fizemos amor." O quê?! Elas nunca tinham feito? Isso era pior do que pensava. "Pela primeira vez! Ah, foi tão perfeito. Eu já tinha feito, mas senti como se fosse a minha primeira vez. Eu nunca amei alguém desse jeito."
Ela abaixou a cabeça sorrindo. Isso definitivamente não era bom. Se a Aya sentisse algo pelo Oliver, a Ash ia desmoronar. Eu tinha de fazer alguma coisa.
"Fico feliz por você. Mas você tem certeza que essa foi a primeira vez dela?" Isso! Assim eu não contaria nada.
"Haaaaaan?!" Ela pareceu duvidar que eu tivesse dito aquilo. "Como assim?!" Ela realmente parecia brava, droga. "O que você está insinuando?! É claro que ela era virgem! Ela nunca mentiria pra mim! O que você está tentando fazer Tom?! Nos separar? Então quer dizer que aquele papo de só amigos era pura invenção?!"
Meeeeeerda, ela realmente estava irada. "Não! Não foi isso que eu quis dizer. É só que... Ela não estava estranha nos últimos dias?"
Ela mudou sua expressão e começou a pensar. "Sim..."
"E você não achou estranho?"
"Eu achei por alguns momentos, mas depois que nós transamos eu tive certeza de que ela me amava."
"Me desculpe Ash, mas ela deve te conhecer melhor do que eu, e eu sei que isso soa cruel mas, você já pensou que ela pode ter feito isso só pra te distrair?"
Ela pareceu brava por uns segundos e depois ficou pensativa de novo. "Não... A Aya não faria isso comigo." Mas que droga! Como ela podia confiar tão cegamente nessa garota?
"Ash! Pára de ser tão ingênua! Acorda! Você acha que ela não mentiu pra você nem por um instante? Você também nunca mentiu pra ela? Por mais idiota que a mentira fosse?"
"Já, mas se fosse algo tão grave acho que ela me contaria, afinal ela sabe que eu tentaria entender e ficaria feliz só por ela ter me contado. Eu não terminaria com ela."
Droga isso já estava ficando cansativo, outra cabeça dura. "Ash, só pensa ok? Eu não quero ver você triste depois."
"Tá."
POV Aya
Eu já não conseguia mais dormir, eu não conseguia fazer mais nada direito. Eu pensava nele o tempo todo. Quando eu conseguia dormir, eu acordava por que sonhava com ele.
Pelo menos eu tinha conseguido distrair a Ash... Eu não dormia, não comia, passava mal. Acho que até a minha mãe já estava percebendo algo.
Por que as coisas estavam tão difíceis esses dias? Eu só queria morrer logo. E eu só...
Espera... Será que... Eu...
Só consegui ir correndo até a farmácia e voltar em menos de cinco minutos.
"FUDEU!"
"Que gritaria é essa aí em cima?!"
"Desculpa mãe, eu bati o pé onde estava machucado, mas tá tudo bem!"
Como eu não percebi antes? Os enjôos, a menstruação atrasada. Fudeu, fudeu, fudeu. Aquele toque maldito começou.
"Aya?" Eu conheço essa voz. Eu realmente estava fudida.
"Oli?"
Capítulo 11
POV Ashley
Eu e o Tom, realmente mantemos contato como bons amigos. A gente ainda estava saindo enquanto ele ainda estava aqui.
A Aya não parecia ligar muito quando nós saímos, na verdade ela parecia bem distante. Não sabia o que estava acontecendo com ela.
Odiava vê-la daquele jeito e não poder fazer nada. Eu sabia que tinha algo à ver com o Oli. Mas eu não queria tentar arrancar nada dela ainda, ela parecia estar tão triste.
"Amor, o que você tem?"
"Han? Nada." Ela estava pensando, como sempre desde os últimos dias.
Não sei por que, mas agora ela parecia mais preocupada do que pensativa. "Tem certeza? Você tem estado tão distante nos últimos dias, eu fico preocupada, você sabe. Mas se você não quiser dizer agora, tudo bem." Dei ênfase no agora.
"Eu... Ash." Ela levantou a cabeça e agora parecia séria.
"O quê?" Eu disse assustada.
"Vamos."
"Vamos? Aonde?"
Ela se levantou, me puxou e me jogou na cama. Então era isso que ela queria dizer? Era por isso que ela estava tão pensativa? Então eu estava errada sobre o Oliver? Eu realmente esperava que sim.
Eu não pensei só me deixei levar por esse momento. Eu realmente queria isso há muito tempo. Finalmente ela seria minha, só minha...
POV Tom
Já fazia dias que o Oli continuava do mesmo jeito. Aquilo realmente estava me preocupando. Ele bebia e ninguém parecia perceber, mas eu o conhecia. Ele não estava normal.
Aquela garota realmente tinha mexido com ele. Eu tinha quase certeza que ele estava tentando se distrair só até irmos embora.
A minha namorada já tinha voltado pra casa, então acho que eu poderia dar atenção à outras coisas.
"Oli?" Ele estava rindo e bebendo com os outros.
"O quê?"
"Eu quero falar com você."
"Peraí gente o meu irmão boiola quer falar comigo." Ele saiu de perto dos outros rindo. "O quê foi?"
"Eu sei que você não está totalmente bêbado... Pelo menos não ainda. E como você bebe desde que acorda, eu quero falar com você."
Ele mudou sua expressão e ficou sério. "Fala logo Tom."
"Ela realmente mexeu com você assim?"
Ele abaixou a cabeça. "Eu não sei." Droga, ele estava com voz de choro.
"Você devia conversar sobre isso com alguém."
Ele botou as mãos no rosto e começou a chorar. Eu realmente não lembrava de tê-lo visto assim antes. Eu só consegui puxá-lo para mais longe, sentá-lo num caixote e abraçar ele.
Ele riu. "O quê? agora meu irmão mais novo vai cuidar de mim?" Quando ele tentava fazer piadas em momentos assim não era boa coisa.
"Você gosta dela?"
"Eu não sei."
"Você pensa mais nela ou na Amanda?"
Ele esfregou a cabeça no meu ombro. "Eu só não penso nela, quando me lembro da Amanda e minha humanidade que ainda resta em mim, me faz sentir culpa."
"Culpa? Pela Amanda?"
"Tom, acho que eu realmente fui pego."
Agora ele estava admitindo isso? Péssimo sinal. Eu o empurrei pra poder ver sua expressão. Suas lágrimas já tinham secado mas ele continuava com uma expressão de dor.
"Então você está admitindo?"
Ele ficou em silêncio e acenou positivamente com a cabeça. Ele odiava demonstrar seus sentimentos e ver ele fazendo isso tão naturalmente era preocupante.
"Por que não fala com ela?"
"Quem?"
"Aya."
"Não posso."
"Por quê?"
"Vou ficar preso." Eu não acreditava no que estava ouvindo.
"Então é tudo por isso? Por que você tem medo de ficar com uma pessoa só?"
"Não Tom, eu só estive com ela uma noite. E foi o suficiente pra fazer eu me sentir assim. Não quero que piore, não posso vê-la de novo."
"Isso não é uma doença, ela pode ser o amor de sua vida."
Ele gargalhou. "Você escutou o que acabou de dizer?" Ele disse entre risos. "Amor da minha vida?" Ele deu ênfase no minha e continuou rindo.
"Então o que você vai fazer?"
"Voltar pra casa e fuder com o máximo de mulheres possíveis." Muito maduro. Era bem a cara dele.
"E você acha mesmo que isso vai resolver."
"Por aí."
"E a Amanda?" Como se isso fosse mesmo impedi-lo.
Sua expressão ficou triste de novo. "Eu terminei com ela."
"O QUÊ? POR QUÊ?"
"Eu não gosto dela, Tom."
"Então você tá me dizendo que terminou com a Amanda por causa dela, mas não pode ficar com ela?!"
"É."
"Desisto, faça como quiser Sr. Sykes"
POV Aya
Então era isso. Eu tinha que fazer isso, pra ela parar de pensar que tinha alguma coisa à ver com o Oli. Eu tinha que fazer isso. Além do mais, ela queria isso há tanto tempo. Eu devia isso à ela depois de tudo.
Mas por que isso parecia tão errado?
As mãos dela deslizavam pelo meu corpo, sentia seus lábios beijarem minha pele nua. Eu me agarrei aos lençóis.
Sua pele macia, seus lábios nos meus, sua mão na minha pele. Ash, eu te amo. Ash, minha Ash. Ah, droga, tá ficando pior. Eu apertei ainda mais os lençóis.
Ash, Ash, Ash, Ash, Oli. Ah, droga você não. Ash, Ash, Oli, Ash, Oli, Oli, Oli. Meu corpo todo tremeu. E agora eu podia ter ele só...
Porra! De novo não! Sai da minha cabeça! Eu estou com a Ash, mas que merda!
Argh.
"Ash, vou pra casa."
"Por quê?"
"Estou com sono." É, boa, isso é plausível.
"Ok, boa noite Ay." Ela me deu um selinho e eu fui pra casa.
Como as coisas chegaram a esse ponto?
Capítulo 10
POV Ashley
Ele desligou o telefone. E parecia preocupado.
"O quê foi?" Dessa vez eu o tirei da sua onda de pensamentos.
"Han? Nada, só problemas familiares."
"Oliver?"
"É." Ele estava mergulhado em pensamentos de novo.
"O que tem ele?" Ele pareceu assustado quando o perguntei, como se ele tivesse dito sem querer.
"Han... Acho que não posso dizer, é... Pessoal."
Por que eu tinha a impressão que ele estava me escondendo algo? Tinha quase certeza que era sobre a Aya. Ok terei que mudar de tática.
"Já me decidi."
"Han?" Ele me olhou surpreso. Não o deixei raciocinar. Subi em cima dele. "Então, sem amigos."
Eu sorri maliciosamente. E comecei a atiçá-lo. Eu era muito boa nisso. Tecnicamente eu não estava traindo a Aya, afinal não o estava beijando na boca, nem nada.
Ele gemeu baixo. Essa era minha deixa.
"A Aya está bem?" E continuei.
"Está em casa." Isso! Tava funcionando!
"O Oli fez alguma coisa com ela?"
"Pergunte à ela." Droga! Tá vou ter que engrossar as coisas. Literalmente.
"Ah!" Ele gemeu agudo. Tá é agora.
"Eles fizeram alguma coisa?"
"Pergunta pra ela." Droga, não vai funcionar.
Eu sentei. "Quero ir pra casa."
Ele sentou confuso. Ele olhou pra sua sunga. "Hum... Você pode esperar alguns minutos?"
Eu segurei o riso. "Tá." Mas ainda estava brava. Ele realmente era resistente.
"Sabe, a Aya tem muita sorte de ter uma namorada como você." Eu fiquei realmente confusa.
"O quê você quer dizer?"
Ele riu. "Ah, você chegar à esse ponto só pra tentar tirar alguma coisa de mim. E não fazer nada."
Eu corei. "Por que você... Nós. Estamos fazendo isso?"
Ele olhou pro céu e parecia procurar as palavras certas. "Bem, você chamou a minha atenção, mas agora vejo que não era nada demais. Você é diferente, eu gosto disso. E você... Acho que a ama demais e quer o bem dela. Só ficou um pouco confusa."
Cara... Como ele conseguiu escolher exatamente as palavras certas? Acho que eu gostava dele. Quer dizer ele era uma boa pessoa. Afinal não me agarrou nem nada.
"É você tem razão." Me senti aliviada por que sabia que ele não iria mais dar em cima de mim.
"Então, amigos?" Ele estendeu a mão e sorriu.
"Amigos." Eu apertei sua mão e sorri.
"Vamos?"
"Vamos."
POV Oli
Eu não tenho a mínima ideia do que fazer, não tenho a mínima ideia do que está acontecendo. Eu queria tê-la de novo.
Caralho! E essas lágrimas que não param de cair. Eu quase nunca choro. A última vez que chorei sem estar bêbado foi há anos, nem me lembro direito.
A última vez que chorei por uma garota, eu era adolescente. Por que ela tinha esse poder sob mim. Droga, me lembrei dos seus olhos.
Era como se eles estivessem me chamando agora. Eu queria dar meia volta. PORRA! Mas que merda é essa?
Eu acabei numa rua que deveria ser movimentada pela estrutura, mas não se via ninguém por perto, resolvi andar um pouco.
Tinha que clarear as ideias. Mas não conseguia parar de pensar no que aconteceu nas últimas horas. Não conseguia pensar, mas não podia voltar lá.
Não me restava mais nada a fazer senão voltar pro hotel, encher a cara e esquecer isso tudo. É, parecia um bom plano.
POV Aya
Acho melhor ligar pra Ash.
"Alô?"
"Ash? Eu estou bem, desculpe por demorar pra te ligar, mas é que tive uns contratempos."
"Ah, tá tudo bem. Posso ir pra aí?" Aquilo me surpreendeu. Ela não estava brava?
"Pode..." E o telefone ficou mudo.
Tá, isso foi no mínimo estranho. Ela é tão ciumenta, por que pareceu não se importar?
E logo aqueles pensamentos voltaram à minha mente de novo.
Droga, agora eu não conseguia parar de pensar nele.
Demoraram apenas alguns minutos pra Ash aparecer no meu quarto.
"Oi Ay, tá tudo bem?" Ela me beijou na testa. "Você parece abatida... Aconteceu alguma coisa?"
Eu continuei em silêncio. Não sabia o que dizer pra ela.
"Aquele Oli te fez alguma coisa? Por que se ele fez eu vou..."
"Tá tudo bem Ash, eu só estou com sono." Eu menti.
"Não é o que parece. Você está me escondendo alguma coisa Ay..."
"Eu já disse que só estou com sono, ok? Me deixa dormir." Eu realmente precisava dormir. Queria algum tempo só pra mim.
"Tudo bem, mas eu vou ficar aqui."
Eu só grunhi e me enrolei no lençol. Só esperava que eu acordasse e percebesse que tudo foi um sonho.